Na próxima década, as organizações mais competitivas terão de quebrar as barreiras internas porque o cliente vai interferir cada vez mais na seleção dos fornecedores. Veja os seguintes exemplos no Uber, Mercado Livre ou GetNinjas. Quem atende bem o cliente é mais valorizado. E o cliente também se sente mais bem atendido pela plataforma. Vai receber/escolher os profissionais mais bem classificados.
Do lado dos profissionais, estes terão mais preparo para se virar, como se fossem uma startup. E como não é preciso ter “chefe”, o negócio pode se tornar mais exponencial. O Uber não tem departamento de RH para gerir os 3 milhões de motoristas em todo o mundo. No entanto, para poder abrir mão de toda a estrutura é necessário haver mais reputação digital. Esta será então um índice determinante para a vida de todos. Quem tiver mais estrelas terá privilégios e quem não tiver será obrigado a sair do negócio.
No mundo da reputação digital, quem não tiver avaliação adequada vai ter de mudar. O colaborador mal avaliado não pode continuar. Quebra o negócio. Ninguém compra de vendedor do Mercado Livre com péssima avaliação. Então o que a gente vai ver na próxima década é o fim do conceito de emprego do jeito que a gente conhece hoje.
É um novo conceito de trabalho mais meritocrático. Como se fosse uma bolsa de valores, cada indivíduo terá uma cotação no mercado e isso vai definir o sucesso como também o insucesso. Com a flexibilização que o atual governo vem propondo, isso tudo tende a ser cada vez mais a realidade dos trabalhadores, inclusive de carteiras assinada.
Desta forma, isso acabaria mudando a dinâmica dentro das empresas. Abrir-se-ia espaço para as revisões das “cadeiras cativas”. Sabe aquele colega que tem “padrinho forte” e não pode ser demitido? Você conhece algum caso assim? Disfarça! Então, isso iria se reduzir muito.