
O CEO da Stellantis, Carlos Tavares, considera possíveis cortes nos dividendos que a empresa pagará aos seus acionistas em 2025.
“A hora de 2025 ainda não chegou, veremos o que acontecerá no fim de 2024 para uma discussão e uma decisão para 2025”, disse o executivo à agência Reuters.
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A preocupação de Tavares com o momento presente se dá em função das dificuldades que a empresa enfrenta em mercados importantes, como Estados Unidos e União Europeia.
No país norte-americano, a empresa tem obstáculos operacionais, enquanto que na Europa o problema da vez é a concorrência com chineses no segmento de elétricos.
Previsão de lucro da Stellantis cai para um dígito
A coisa ficou ainda mais complicada quando a empresa reportou nesta semana uma margem de lucro menor do que o previsto, o que acabou refletindo em suas ações na bolsa.
A expectativa da empresa era registrar neste ano uma margem de lucro de dois dígitos. A projeção, no entanto, caiu para algo entre 5% e 7%. Posto isso, as ações da companhia caíram 4%, a maior queda registrada desde 2022.
Analistas apontam que a empresa enfrenta dificuldades porque o consumidor diminuiu o seu apetite por veículos elétricos depois que alguns países retiraram subsídios.
Com o arrefecimento do consumo, não apenas a Stellantis, como outras montadoras, começaram a conviver com altos estoques.
Com estoque cheios, não restou outra alternativa senão apelar para promoções e grandes descontos, o que acabou derrubando o faturamento das montadoras e, por consequência, a confiança dos seus investidores.