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A Mercedes-Benz aposta alto no mercado de veículos comerciais brasileiro. Em 2011 a marca começa a produzir o extra-pesado Actros em Juiz de Fora, Minas Gerais. O modelo topo de linha da marca chega com foco em aplicações severas e clientes que buscam ampliar o nível tecnológico.
A novidade dividirá espaço com a linha Axor e vai compor um catálogo de 21 modelos destinados ao segmento. Para iniciar a produção local, a montadora distribuiu um aporte de R$ 1,2 bilhão entre a planta mineira e a unidade de São Bernardo do Campo, São Paulo.
A primeira fábrica começa a operação com capacidade para montar entre 10 e 15 mil unidades por ano, com flexibilidade para aumentar o volume para até 50 mil/ ano. Já a planta paulista ganhou fôlego para produzir 75 mil veículos anualmente, entre caminhões e ônibus.
Os primeiros Actros começam a ser montados no País em CKD mas Jürgen Ziegler, presidente da companhia no Brasil, quer chegar a 44% de nacionalização já no final de 2011. “Em três anos teremos presença de mais de 60% de componentes nacionais”, explica. A empresa já trabalha para organizar um parque de fornecedores na região da fábrica mineira. A medida, segundo Ziegler, é essencial para reduzir custos.
Mercado
A expansão do mercado brasileiro de veículos comerciais nos últimos anos foi o principal estímulo para a decisão da montadora de trazer o modelo para a região. Entre 2005 e este ano as vendas no País devem saltar 103%, de pouco mais de 73 mil unidades há cinco anos para a projeção de 160 mil unidades em 2010. Os pesados ficarão com 36% de presença neste volume, cerca de 57 mil veículos.
O plano para o modelo inclui a comercialização de 1.500 unidades no 1º semestre de vendas e 3 mil em 2011. “Queremos ampliar nosso market share em pesados de 26% para 30%, conforme o veículo for nacionalizado e tivermos melhores condições de financiamento”, entrega o vice-presidente de vendas da marca para o Brasil, Joachim Maier.
O executivo enxerga um bom potencial para o pesado no País, já que, não há concorrentes com mesmo nível tecnológico. A profissionalização do serviço logístico, que acompanha o avanço da economia da região, também é outro ponto favorável. “Há uma faixa de clientes que busca evolução. Um exemplo é quando a carga tem valor muito maior que o do caminhão e precisa de um transporte mais especializado”, explica.
Estratégia
Maier destaca que desde maio, quando a Mercedes-Benz começou a importar o modelo, já foram comercializados 100 veículos. A companhia intensifica agora as ações diretas ao cliente para impulsionar o extra-pesado na região.
Após um lançamento grandioso para a imprensa, realizado na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu, a montadora recebe cerca de mil clientes no local para conhecer as novidades do caminhão. A área de vendas da empresa informou ainda que uma série de eventos será realizada por todo o Brasil para apresentar o modelo.
Tecnologia
A chegada do Actros marca uma nova fase da Mercedes-Bens no Brasil. “Queremos ter a liderança não só das vendas, mas de tecnologia, conforto e segurança”, ambiciona Maier.
Para alcançar este objetivo, o novo caminhão chega com um kit tecnológico generoso que inclui câmbio automático, sensor de orientação de faixa de rolagem, detector de proximidade de veículos e ar condicionado noturno, que funciona por oito horas com o veículo desligado. Os preços partem de R$ 370 mil para a versão 2546 6×2, R$ 440 mil no modelo 2646 LS 6×4 e R$ 517 mil para o 2646 8×4.
No test drive feito pela reportagem o Actros mostrou dirigibilidade e conforto. O modelo preserva o motorista com recursos como o piloto automático, sensores de iluminação e de chuva – todos itens de série.
O câmbio automático reduz o desgaste do condutor e permite que a atenção seja voltada apenas a pista, sem demandar esforços com o veículo. Outro destaque é o formato dos espelhos retrovisores, que ficaram maiores e convexos e garantem uma boa visibilidade.

