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Balanço

Com contenção de custos, lucro da Renault salta para € 749 milhões

O Grupo Renault apurou lucro líquido de € 749 milhões no primeiro semestre deste ano, em alta sobre os € 39 milhões levantados no mesmo período do ano anterior. O seu lucro operacional foi de € 464 milhões, ante uma perda de € 249 milhões no primeiro semestre de 2013, graças a um plano de corte de custos, que começou há um ano.
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Redação AB

29 jul 2014

2 minutos de leitura

Em comunicado distribuído à imprensa na terça-feira, 29, Carlos Ghosn, presidente da Renault, explica que, além da gestão de custos, o aumento de 4,7% nas vendas globais do grupo, para 1,3 milhão de unidades, contribuiu para o bom resultado financeiro. “Graças ao sucesso de novos modelos, os emplacamentos e lucros da Renault tiveram uma evolução positiva no primeiro semestre. Estes resultados estão alinhados com os objetivos definidos para 2014”, declarou o executivo.

Mas a performance comercial do grupo foi positiva apenas na Europa. No continente, os emplacamentos da Renault tiveram alta de 18,1% e levaram a um ganho de 1% de market share. Este avanço ajudou a compensar a forte desaceleração dos principais mercados emergentes da Renault. Na Eurásia, houve queda de 7% nas vendas. Nas Américas, de 2,1%. Na Euromed-África, de 15,2%. E na Ásia-Pacífico, de 12,1%.

No total, o Grupo Renault faturou € 19,8 bilhões no primeiro semestre, o que representa uma queda de 3% sobre os € 20,4 bilhões levantados em igual intervalo de 2013. A divisão automobilística contribuiu com € 18,7 bilhões, valor 3,3% menor do que levantou no primeiro semestre do ano passado.

Em caixa, o grupo afirma ter € 791 milhões, um declínio de € 970 milhões em relação ao valor guardado em 31 de dezembro de 2013. A empresa fechou o primeiro semestre deste ano com estoques equivalentes a 62 dias de vendas, contra 67 dias ao final de junho de 2013.

PERSPECTIVAS PARA 2014

No comunicado, a Renault reconhece que o primeiro semestre deste ano apresentou uma evolução desigual nos principais mercados do grupo. Enquanto que a desaceleração se confirmou em seus mercados emergentes, a recuperação na Europa se mostrou mais forte que esperado. Neste ambiente ainda incerto, o Grupo Renault mantém as expectativas de queda em países emergentes, enquanto que revê para cima sua estimativa para Europa, de 3% a 4% em 2014, contra 2% a 3% anteriormente.

A Renault pretende em 2014 aumentar os emplacamentos e o faturamento (com taxas de câmbio constantes), melhorar a margem operacional em valor do grupo e da divisão automobilística, além de gerar um fluxo de caixa livre operacional positivo da divisão automobilística.