
A Bosch deve demitir 1,2 mil pessoas na sua unidade de software e eletrônica nos próximos três anos. Segundo a companhia, a medida pode ser necessária em função da economia mais fraca e a inflação elevada que aumentaram os custos na fábrica de Cross-Domain Computing Solutions, que desenvolve tecnologias de condução automatizada. As informações são da Automotive News.
“O negócio está enfrentando desafios significativamente maiores do que o esperado”, disse a Bosch em comunicado. Segundo a companhia, as conversas com os sindicatos sobre os cortes já foram iniciadas e as dispensas devem ocorrer até o final de 2026. Somente na Alemanha, serão 950 funcionários dispensados.
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Além disso, a Bosch informou que nenhuma decisão final foi tomada sobre o número exato de reduções e que está descartando demissões compulsórias nas unidades da Bosch Mobility na Alemanha até o final de 2027.
Os fabricantes de automóveis na Alemanha devem ter um 2024 desafiador, com a desaceleração do mercado e os elevados custos de financiamento ao consumidor o que aumenta a pressão para reduzir a produção e os preços dos veículos.
Mercado em queda força demissões em sistemistas
Com isso, qualquer queda na produção afetaria fornecedores como Bosch, Continental e ZF, que têm lutado com a complexa e cara mudança para carros elétricos.
A ZF, por exemplo, pode fechar duas fábricas na Alemanha, cortar 12 mil postos de trabalho e realocar algumas funções para países de custos mais baixos, segundo um porta-voz do conselho de trabalhadores.
Já a Continental deve vender ativos e cortar postos de trabalho para reforçar a competitividade da sua unidade automóvel.