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Balanço

Com multa na UE, lucro da Paccar caiu 81%

O balanço financeiro da Paccar deixa claro que a empresa sentiu os efeitos da pesada multa que recebeu na União Europeia por formação de cartel (leia aqui). O lucro líquido da companhia encolheu 81% de janeiro a setembro deste ano na comparação com igual período de 2015. Com isso, o resultado ficou em US$ 233 milhões. Sem a penalidade, o montante teria chegado a US$ 1,07 bilhão.
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Redação AB

25 nov 2016

2 minutos de leitura

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O faturamento da companhia também teve queda, mas bem mais sutil, de 12,1% para US$ 12,9 bilhões no período. Mesmo com as baixas, a empresa aponta ter melhorado a margem sobre cada caminhão vendido e incrementado a lucratividade de forma geral. Outro destaque é que a Paccar não interrompeu o histórico de 77 anos consecutivos de balanço no azul, com mais um resultado positivo, ainda que tenha sido menor do que o registrado há um ano.

No terceiro trimestre de 2016 a companhia acumulou US$ 4,24 bilhões em receitas, com baixa de 12,3% sobre intervalo equivalente de 2015. O lucro líquido foi de US$ 346 milhões de julho a setembro, com redução de 19,7%.

Os dados da empresa indicam ainda aumento da presença no mercado global de caminhões pesados. “A DAF obteve uma participação no mercado de caminhões acima de 16 toneladas de 15,6% no período acumulado do ano, em comparação com 14,6% no mesmo período do ano passado”, apontou em comunicado o presidente da marca e vice-presidente da Paccar, Preston Feight. Ele espera encerrar o ano com resultado ainda mais expressivo, já que as vendas estão em expansão na Europa, um dos grandes mercados da empresa no mundo.

A companhia, que produz caminhões, motores e tem ainda divisões de peças para o mercado de reposição e de serviços financeiros, aplicou US$ 406,3 milhões em pesquisa e desenvolvimento nos primeiros nove meses de 2016. “Estamos investindo no futuro crescimento da integração dos componentes do trem de força da Paccar, assistência avançada ao condutor e tecnologias de conectividade dos caminhões, além da otimização das instalações de fabricação e distribuição de peças”, resumiu Bob Christensen, Presidente e CFO da empresa.