
O objetivo declarado do Grupo VW é entrar no mercado norte-americano, onde sua divisão de veículos comerciais não tinha atuação até agora. Mas existe clara influência colateral para a VWCO, que poderá ganhar uma unidade de motores se o negócio evoluir.
Pelos sinais emitidos durante o IAA Commercial Vehicles, o salão de veículos comerciais de Hannover, na Alemanha, quando um caminhão International ProStar dirigido por Troy Clarke, CEO da Navistar, abriu um evento que a Volkswagen Truck & Bus fez para se apresentar à imprensa internacional, tudo indica que a intenção do Grupo VW é assumir o controle integral da empresa americana. “Você pode comprar”, disse em tom de brincadeira Clarke a Andreas Renchler, presidente da holding alemã, enquanto ele elogiava o porte vistoso do caminhão americano.
Sintomaticamente, dois dias depois, na entrevista coletiva que a MAN Latin America organizou para a imprensa brasileira e latino-americana em Hannover, também estavam presentes como ouvintes na sala o próprio Clarke e o brasileiro Pérsio Lisboa, hoje chefe global de operações da Navistar. Mas ninguém quis adiantar nenhum possível aumento de sinergias das operações brasileiras. “Vocês terão de esperar algum tempo até que todas as possibilidades de cooperação entre as empresas sejam identificadas nos diversos mercados onde atuam”, disse Clarke.
“O foco do negócio é o mercado dos Estados Unidos. No Brasil temos uma parceria de longa data e já produzimos 100 mil motores MAN (na MWM). Claro que poderemos estudar a produção de outros motores”, limitou-se a informar Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America. Isso poderá afetar também os negócios com a Cummins, que hoje fornece a maior parte dos motores usados pelos caminhões Volkswagen.
