
De acordo com o site AutoPapo, o ESC é capaz de perceber mudanças na trajetória imposta pelo volante, atuando de forma individual nos freios e cortando a aceleração do veículo a fim de retomar seu trajeto. Essa ação é possível graças aos sensores que detectam e evitam a derrapagem em conjunto com o sistema ABS, fazendo com que o veículo volte para a sua trajetória correta.
Enquanto os novos implementos (reboque e semirreboques) devem incluir ESC a partir de janeiro, os implementos que estavam em linha antes disso terão prazo até 2025 para se adequarem com a inclusão do ESC no projeto, como dispõe o Contran.
Spricigo enfatiza a importância do ESC na categoria de implementos para transporte pesado, em razão da elevada participação no mercado. Em 2021 os implementos para pesados representaram 51% do volume de vendas e os semipesados 25%. A tendência de crescimento do mercado deve se manifestar também em 2022, conforme indicam as projeções para o segmento de caminhões como um todo segundo a Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos. Deve ocorrer um avanço de 10% no licenciamento de caminhões, para 157 mil unidades. O avanço deverá ser de 8,2% na produção, para 192 mil unidades, e de 7,7% nas exportações, para 29 mil unidades.
“Com base nas projeções da Anfavea, é possível prever que o setor passará por um bom momento em 2022”, afirma Spricigo. Ele admite também que a resolução do Contran deve representar uma tendência e estimulo à renovação da frota no segmento de implementos pesados.
Spricigo considera que a incorporação dos sistemas ESC (controle de estabilidade que reúne o ABS e o RSS, o controle de antitombamento) no EBS (Electronic Braking System), em todos os novos reboques e semirreboques desde 1º de janeiro de 2022, é algo bastante positivo pela segurança que traz às combinações veiculares. Quanto ao custo, ele afirma que é provável que haja alguma elevação de preço, que varia de fabricante para fabricante. Mas, garante, é inegável que se trata de um avanço muito grande em termos de segurança no transporte de carga.
Outras tecnologias têm agregado valor aos implementos rodoviários. “Na linha de materiais temos a utilização de nióbio, grafeno e polímeros derivados da cadeia do petróleo. Na linha de tecnologias temos o ESG, sensores de temperatura e pressão dos pneus, câmeras internas, câmeras de ré, sistema de acoplamentos inteligentes sem a necessidade do motorista descer da cabine”, explica Spricigo. Ele cita também avanços em telemetria, sistemas de segurança de carga para prevenir roubo, balança embarcada, suspensões pneumáticas e eixo de manga, além de novos desenhos que venham a proporcionar menos atrito, gerando economia energética.
Balanço
Em recente balanço do desempenho do setor, a Anfir informou que os implementos rodoviários fecharam 2021 com 162,7 mil unidades, registrando alta de 33,5% sobre o ano anterior. O resultado anual foi o melhor do setor desde 2013. O segmento de implementos com maior volume foi o de reboques e semirreboques. Isso ocorreu porque mais da metade das vendas de caminhões é de modelos de grande porte. De janeiro a dezembro foram 90,3 mil reboques e semirreboques entregues, 34% a mais que em 2020, segundo dados da Anfir.
Além das 140 associadas a Anfir reúne 900 afiliadas ativas, incluindo desde micro até grandes empresas relacionadas ao segmento de transporte de cargas. Segundo a entidade, essas companhias são responsáveis pela fabricação de praticamente todos os implementos rodoviários utilizados no Brasil e trabalham em cooperação com o cliente e com os fabricantes de caminhões para configurar as encomendas dos implementos.
*Este texto traz a opinião do autor e não reflete, necessariamente, o posicionamento editorial de Automotive Business