
Empresas do setor automotivo brasileiro não chamam a atenção apenas de consumidores e do poder público, considerando o fato de ainda constituírem um grande grupo de empregadores no país. As companhias também despertam os interesses do mercado de capitais.
Durante o Automotive Business Experience – #ABX24 o consultor Marcus Ayres, da Sensa Partners, revelou que atualmente existem R$ 20 bilhões no caixa de investidores e fundos disponíveis para aportes no setor automotivo.
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Os recursos representam um volume maior do que o Programa Mover, por exemplo, que envolve um total de R$ 19 bilhões para o setor automotivo local descarbonizar as suas ofertas de veículos.
Setor automotivo passa confiança aos fundos de investimento
Mas quais as atratividades que as empresas do setor têm para atrair tanto a atenção dos investidores? Ayres explica que essa indústria passa confiança por ter perfil estável. Não em termos de volumes – que historicamente oscilam -, mas em termos de solidez.
“Não é um setor que vai desaparecer do dia para a noite”, contou Ayres durante o #ABX24. “Há também muitos modelos de negócios inovadores surgindo no país, e isso tem atraído os investidores”, completou.
Dentre esses serviços atrativos estão os de mobilidade, como aluguel de veículos, assinatura e marketplace online.
Nos últimos quatro anos, segundo o consultor da Sensa Partners, 70 investimentos foram realizados por grupos de private equity em empresas do setor automotivo com operação no Brasil, cerca de R$ 3 bilhões.
Mesmo assim, riscos existem
No entanto, o segmento no país também oferece riscos, o que deve ser considerado um ponto de atenção tanto para gestores quanto para outras partes interessadas, os chamados stakeholders.
Os desafios apontados pelo consultor são as incertezas tecnológicas (etanol, híbridos, elétricos?), arcabouço fiscal, marcos regulatórios e a macroeconomia. Velhos problemas que, uma vez atenuados, poderão estimular mais os investimentos no setor automotivo nacional.
