
Os financiamentos de veículos já representam 45% das vendas no primeiro trimestre. Segundo dados da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), o saldo total da Carteira de Veículos atingiu R$ 431,3 bilhões nos três primeiros meses de 2024, alta de 13,1%. Em 2023, o volume chegou a R$ 381,2 bilhões.
Segundo a entidade, ainda não é possível saber se o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que chegou a 10,50% ao ano, anunciada recentemente pelo Comitê de Política Monetária (Copom), terá efeito prático no setor de automóveis. Mas as constantes reduções nos juros, desde o ano passado, têm se mostrado favoráveis ao segmento, afirmou a Anef.
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No período, o total de recursos liberados apresentou elevação de 28,2%, R$ 60,3 bilhões ante R$ 47 bilhões. Desse montante, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) corresponde sozinho por R$ 60,08 bilhões, seguido pelo Leasing, R$ 274 milhões.
A taxa de juros caiu menos de um ponto percentual e a inadimplência, acima de 90 dias para pessoa física, teve leve diminuição, cerca de 0,7 ponto percentual, indo de 6,1%, para 5,4%. Já para pessoa jurídica permanece praticamente estável em 3,2%, se comparado com os três primeiros meses de 2023.
“Percebemos uma confiança maior do consumidor em financiar um veículo, ainda que se esperasse um corte maior na taxa de juros”, disse Paulo Noman, presidente da Anef, por nota.
De acordo com a entidade, nos financiamentos de veículos pesados houve migração dos financiados, redução de 41% para 34%, para o Finame (incluso Finame Leasing), que elevou sua participação em cinco pontos percentuais, de 31% para 36%.