
Com a perda de participação no mercado argentino, as exportações brasileiras de veículos este ano deverão recuar 17%, com 399 mil unidades.
Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, hoje os veículos brasileiros representam 27% dos emplacamentos na Argentina. Há quatro anos, essa participação girava em torno de 49%.
“Perdemos um volume expressivo para a Argentina, cerca de 100 mil unidades. O mercado cresceu, deve chegar a 400 mil unidades, mas nossa participação reduziu. Se tivéssemos mantido o percentual, neste ano poderíamos ter exportado quase 500 mil veículos, um recorde para o setor nos últimos anos”, disse Leite.
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As exportações também foram afetadas pelo encolhimento de mercados importantes, como Chile e Colômbia. Para 2024, a projeção da Anfavea é de exportações totais de 407 mil unidades, leve alta de 2% na comparação com 2023.
O presidente da associação das montadoras defendeu um maior foco nas exportações e disse que a redução do chamado “custo Brasil” é fundamental para a melhora das vendas externas.
“Acredito que a Reforma Tributária pode resolver, em parte, este problema. Além disso, temos que trabalhar para que se tenha regulação nos acordos bilaterais, temos perdido muito volume em função desses acordos”, afirmou o dirigente.
Em valores, exportações devem crescer
Para dezembro, a expectativa da Anfavea é de que os embarques alcancem 20 mil unidades, queda de 4 mil veículos em relação ao volume de novembro.
Até novembro, segundo os dados da entidade, foram exportados 378,2 mil veículos, queda de 15,9% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Somente em novembro o recuo foi de 44,6% no comparativo anual.
Em valores, as exportações devem alcançar US$ 10,8 bilhões, alta de 3,1% no comparativo com 2022. Até novembro, a receita gerada com as vendas externas somou US$ 10,9 bilhões, evolução de 4,9%. Somente no mês passado, o faturamento foi de US$ 744,54 milhões, queda de 23,7%.
