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Com vendas em alta, Kia trará motor flex ao Brasil

José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil, não poupou críticas ao governo brasileiro quando foi definido que apenas os veículos flex fuel teriam IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados reduzido até o fim de março de 2010. Para o chefe da operação brasileira da marca coreana, a medida favorece apenas os produtores instalados no País, já que as importadoras não detêm a tecnologia flex em seus motores.
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Redação AB

14 jan 2010

3 minutos de leitura

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Esse fato, no entanto, será passado a partir de outubro. Em entrevista exclusiva a Automotive Business, Gandini contou que os primeiros testes com o motor flex para carros da Kia destinados ao mercado local já começam em fevereiro no estado do Piauí. Em outubro, durante o Salão do Automóvel, que ocorre em São Paulo, será apresentado o Kia Soul, modelo lançado em 2009, com motor flex fuel 1.6.

“O brasileiro está muito focado em ter um carro flex. Sem dúvida os volumes irão crescer muito quando tivermos o flex”, afirmou o presidente da Kia do Brasil. O cronograma da montadora prevê, ainda, a chegada do Cerato, também com motor flex 1.6, e para 2011 do Sportage flex, com motor 2.0.

Mas mesmo trabalhando com modelos somente a gasolina, no ano passado a Kia vendeu no Brasil 26.061 veículos, superando o volume estabelecido por Gandini de 25 mil unidades. Para 2010, o objetivo de vendas é ainda mais ambicioso: comercializar 38 mil automóveis, uma meta que permitirá crescimento de 46% em relação a 2009.

Para ajudar na missão, o executivo contou que a rede de concessionárias da Kia avançará, durante o ano, de 123 para 160 pontos. Mas as novidades em que o mercado está interessado são os quatro novos modelos que desembarcarão no Brasil durante o ano. O primeiro a chegar, em abril, será o Novo Sorento. Em junho será a vez do Koup (que é versão do Cerato coupé duas portas). Já para outubro, também no Salão do Automóvel, serão apresentados o Novo Sportage e o Cadenza, sedã de luxo que substituirá o Opirus, segundo adiantou Gandini.

Fábrica

A construção da planta brasileira está suspensa, afirmou José Luiz Gandini. A companhia já possui um terreno de 506 mil metros quadrados em Salto, SP, local que poderá receber a produção da montadora coreana no Brasil. “Vamos iniciar primeiro a produção do Bongo no Uruguai entre abril e maio”, afirmou o presidente da Kia. O contrato para a construção da caminhão leve em solo uruguaio foi assinado no ano passado. A projeção é que a produção seja de 6 mil unidades anuais.

Sobre a planta no Brasil, Gandini salienta: “Por enquanto está tudo parado. Estamos aguardando para ver como fica o mercado”.

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