
A Tesla decidiu baixar os preços de seus modelos nos Estados Unidos. A medida é uma reação às vendas da empresa, que deve apresentar o pior resultado em mais de dois anos.
Projeções indicam que o lucro líquido da fabricante de carros elétricos deve ser o mais baixo nos últimos três anos.
Além de promover descontos de até 20% nos carros, a Tesla está aumentando a capacidade produtiva de suas fábricas em Austin (Texas) e Berlim (Alemanha). Analistas do mercado acreditam que isso pode reduzir o custo de produção, amenizando, assim, os impactos da redução de preços dos carros da marca.
A fabricante vem enfrentando a concorrência de gigantes da indústria automotiva, como Ford e VW, e de pequenas startups, como a Rivian.
Reação dos rivais à redução dos preços da Tesla

Duas das principais concorrentes da Tesla nos Estados Unidos tomaram decisões distintas. A Ford diminuiu os preços do Mustang Mach-E em até US$ 5.900 (pouco mais de R$ 30 mil), dependendo da versão escolhida.
“Nós precisamos competir. É um mercado muito acirrado, e se tornou ainda mais competitivo por conta do que a Tesla fez. Não vamos perder terreno para ninguém”, declarou Marin Gjaja, diretor da área de clientes da divisão de elétricos da Ford, à agência de notícias Automotive News.
Leia também:
– Montadoras pedem que governo restrinja importação de carros elétricos
Em contrapartida, a Volkswagen não pretende oferecer descontos nem reajustes em sua tabela de preços.
“Temos uma estratégia de precificação bastante clara e nosso foco está na confiabilidade dos produtos. Nós confiamos na força de nossos produtos e marcas”, disse Oliver Blume, CEO da VW, ao jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.
O executivo afirmou ainda que o objetivo da Volkswagen é se tornar líder global em veículos elétricos, mas isso deve ser atinigido por meio de um crescimento sustentável.