
-Veja aqui os dados da Anfavea.
“Terminamos 2015 com um estoque grande tanto nas fábricas quanto na rede de distribuição, o que nos levou a ajustar os volumes de acordo com o que o mercado está sinalizando”, afirma Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea. “Estamos ocupando apenas 23% da nossa capacidade. As empresas estão em um esforço para manter o nível de emprego, algumas até antecipando férias coletivas de 2018, entre outras medidas, como adesão ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego), mas é um movimento bastante oneroso arcar com essa ociosidade acima de 70%”, completou.
Apesar do mau desempenho, a Anfavea mantém certo otimismo sobre as vendas do setor para abril, quando tradicionalmente se realiza a Agrishow, feira de negócios dedicada à máquinas agrícolas e de construção e que ocorre entre 25 e 29 deste mês em Ribeirão Preto, no interior paulista:
“Sempre há uma expectativa positiva com a Agrishow. Neste ano, contaremos ainda com o Pró-Trator, programa do estado de São Paulo que dispõe de crédito suficiente e que agora extinguiu a regra de que só podia comprar apenas um trator por CPF, no caso do pequeno produtor”, comenta a executiva.
Sobre as exportações, no primeiro trimestre houve queda de 23,2% no comparativo anual, para pouco mais de 1,8 mil unidades, entre máquinas agrícolas e rodoviárias. Ana Helena acredita que nos próximos meses este número possa melhorar, uma vez que o Brasil inicia ainda em maio os embarques de máquinas para Gana, país africano que começará a participar do programa Mais Alimentos Internacional.
Confira, em vídeo, o balanço dos resultados da indústria automotiva no 1º trimestre de 2016: