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Combustão viva: além de carros elétricos, GM aposta em veículos tradicionais em 2024

Fabricante reporta lucro no trimestre e deposita fichas em SUVs e picapes para aumentar dividendos dos acionistas
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Redação AB

30 jan 2024

2 minutos de leitura

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Ainda nem só de eletrificação vivem as receitas de uma fabricante de veículos. A General Motors (GM) obteve pequeno lucro no último trimestre e tem projeções otimistas para 2024 baseado não só nos carros elétricos (VEs), como também em SUVs e picapes com motores de combustão.


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Em carta aos acionistas, a montadora estadunidense previu, para 2024, lucros antes de impostos ajustados entre US$ 12 bilhões e US$ 14 bilhões – em 2023, a GM reportou US$ 12,4 bilhões. A empresa diz que vai manter os gastos de capital estáveis, próximos aos US$ 10,7 bilhões do ano passado.

No quarto trimestre, a GM registrou aumento de 5,2% no lucro líquido, para US$ 2,1 bilhões, sobre receitas de US$ 43 bilhões. O lucro ajustado antes de impostos, porém, caiu 54%, para US$ 1,8 bilhão. 

Segundo a GM, a queda foi reflexo das greves lideradas pela UAW e das despesas com a divisão de autônomos Cruise. Também entra na conta uma baixa contábil de US$ 1,1 bilhão relacionada a células de bateria para veículos elétricos em estoque, disse a empresa.

Carros elétricos da GM vão encher carteira dos acionistas

Mesmo assim, na mesma carta, a presidente da GM, Mary Barra, destacou medidas da montadora para devolver dinheiro aos acionistas. Serão US$ 12 bilhões em 2023 por meio de uma recompra de ações de US$ 10 bilhões, além de um aumento de dividendos na ordem de 33%.

O movimento traduz uma aposta da GM em sua linha de carros elétricos. Para 2024, a fabricante projeta um crescimento de 10% na venda de veículos zero combustão nos Estados Unidos.

Mas o otimismo da fabricante também tem um pé nos modelos com motores de combustão tradicional. A empresa aposta em uma forte demanda por SUVs e picapes diesel e a gasolina na América do Norte.

As projeções também passam por um corte de custos. Especialmente na problemática Cruise. A GM prevê cortar US$ 1 bilhão de sua unidades de táxis robôs, que em 2023 chegou a ter a licença de operação suspensa após uma série de acidentes – inclusive com uma pedestre arrastada por um carro autônomo por uma rua de São Francisco (EUA).