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Agência Estado
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 6,8% no quarto trimestre de 2011, contra igual período de 2010 – é o pior resultado do indicador desde maio de 2011, início da série trimestral do estudo que integra a Sondagem Conjuntural do Comércio, nova pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), elaborada em parceria com o Banco Central. Dentre os cinco segmentos de comércio consultados, a pior perspectiva foi apurada nas revendas de veículos, onde o Icom teve queda de quase 14% no último trimestre do ano.
O Icom é calculado a partir de tópicos da Sondagem do Comércio com 1.244 empresas pesquisadas e representa desempenho consolidado de cinco segmentos. Todos apresentaram queda de confiança em dezembro de 2011 contra dezembro de 2010 e também no quarto trimestre do ano passado, contra igual período em 2010. Na evolução trimestral, houve recuos em varejo restrito (-5,6%); veículos (-13,9%); material para construção (-4,2%); varejo ampliado (-6,7%) e atacado (-7%).
Na média, o recuo do Icom em dezembro foi mais intenso do que o anterior, referente ao trimestre encerrado em novembro (-4,5%). Em comunicado, a FGV reiterou pela segunda vez consecutiva que o desempenho confirma momento de desaceleração no comércio no País, pois as empresas do setor tornaram-se menos otimistas quanto à expectativa de vendas para os próximos meses. Das 1.244 firmas pesquisadas, a parcela das que vislumbram melhora nas vendas nos próximos três meses caiu de 60,7% para 56,2% de novembro para dezembro. Já a fatia das que esperam piora cresceu de 6,7% para 10,1%.
Nos dois indicadores componentes do Icom, o Índice de Situação Atual (Isa-Com) caiu 9,7% no trimestre encerrado em dezembro, contra recuo de 6,5% apurado no trimestre finalizado em novembro. Já o Índice de Expectativas (Ie-Com) caiu 4,6% no quarto trimestre, contra queda de 3% no trimestre encerrado em novembro.
De acordo com informações divulgadas pelo BC no lançamento da pesquisa, a sondagem deverá ser incorporada ao conjunto de indicadores analisados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para decidir o patamar da taxa básica de juros (Selic).