|
|||||||||||||||||||||||||||
Luciene Cruz, Agência Brasil
As vendas das commodities contribuíram para o superávit da balança comercial de fevereiro, segundo dados divulgados dia 1º de março pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O superávit comercial de fevereiro foi de US$ 1,199 bilhão. Em fevereiro do ano passado, o superávit da balança comercial foi de US$ 389 milhões. No mês passado, as exportações somaram US$ 16,733 bilhões e as importações, US$ 15,534 bilhões.
Para o secretário executivo adjunto do MDIC, Ricardo Schaefer, a venda dos produtos básicos com cotação internacional puxou o saldo positivo. “O preço das commodities vem sendo positivo para o País. Fica difícil fazer exercício de projeção e saber se esses preços, no futuro, vão fazer cair essa parte da nossa balança comercial. Essa pauta de básicos vem tendo desempenho positivo por conta dos preços”, avaliou.
Em fevereiro, as exportações de produtos básicos e semimanufaturados registraram valor recorde para o período, somando US$ 7,3 bilhões e US$ 2,2 bilhões, respectivamente. Os manufaturados alcançaram US$ 6,6 bilhões. As três categorias apresentaram crescimento comparadas ao desempenho do ano passado: manufaturados, 12,5%; produtos básicos, 39,3% e semimanufaturados, 14,1%.
As vendas externas dos produtos básicos foram alavancadas pelo minério de ferro, que apresentou aumento de 111,2% ante fevereiro de 2010, somando US$ 2,7 bilhões. Cresceram também as exportações de trigo em grão (330%), que registraram US$ 129 milhões e as vendas de milho em grão (165%), somando US$ 313 milhões.
Com relação aos manufaturados, o aumento das exportações foi puxado pelo óleo de soja bruto, com alta de 149%, registrando US$ 147 milhões; pelo ferro fundido, com alta de 73,6%, alcançando US$ 108 milhões; e ainda pelo ferro/aço, cujas vendas cresceram 71,1% e tiveram resultado de US$ 251 milhões.
Nas importações de fevereiro, houve crescimento em bens de consumo (30,6%), combustíveis e lubrificantes (24,8%), bens de capital (19,5%) e matérias-primas (11,7%). Em bens de consumo, o destaque ficou para importação de automóveis, vestuário e produtos alimentícios. No caso dos combustíveis e lubrificantes, o crescimento foi puxado pelo aumento dos preços do carvão, petróleo e óleos combustíveis.