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Como a BMW digitaliza as vendas e o relacionamento com o consumidor

Jorge Junior, head de marketing & CRM da companhia, fala das apostas da companhia, do foco em inovação e das novas formas de chegar ao cliente
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Giovanna Riato

20 dez 2021

5 minutos de leitura

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Até novembro de 2021, as vendas da BMW somavam mais de 13,3 mil carros. Isoladamente, o número não diz muito, mas é quase o dobro do que vendeu a segunda colocada entre as marcas premium, a Volvo. O resultado consolida a marca alemã como líder do segmento com larga vantagem.

A boa performance conta com o impulso de uma estratégia digital ambiciosa, como conta Jorge Junior, head de marketing & CRM da BMW do Brasil, na entrevista abaixo. Ele fala das apostas da companhia, da estratégia de digitalização das vendas e de ações como o lançamento dos carros da marca em plataformas como o TikTok e o e-commerce Farfatch – iniciativas que receberam o prêmio Transformação Digital no Setor Automotivo, entregue por Automotive Business em novembro.


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Acompanhe a sequir.

Quais são as principais ações e resultados recentes do esforço de transformação digital da companhia?

A BMW foi a primeira marca automotiva a lançar um carro na rede social TikTok no mercado brasileiro. Com transmissão do lançamento do BMW M3 na plataforma de vídeos curtos, as ações atingiram aproximadamente 250 milhões de audiência entre mídia espontânea, canais próprios e redes sociais. Também tivemos ação digital de venda do BMW X7 Dark Shadow Edition, que foi oferecido com exclusividade no e-commerce de luxo Farfetch. Seis unidades da edição especial em apenas cinco dias por R$ 1.095.950.

Outra iniciativa está relacionada à equipe de engenharia da BMW Brasil, que participou da criação dos aplicativos da BMW e da Mini. Os novos My BMW e MINI app contam com cada vez mais funções. Além de acesso a dados e acionar funções do modelo a distância, os aplicativos agora permitem consultar a seção de Serviços Financeiros e também marcar a manutenção do carro na concessionária de preferência. Tudo isso de uma maneira descomplicada e com poucos cliques.
São mais de 65 mil modelos do grupo BMW conectados no Brasil. Entre as funções de conectividade estão as atualizações remotas de softwares dos carros.

Qual foi o impacto da pandemia no processo de transformação digital da companhia?

A digitalização faz parte do nosso dia a dia, e isso vale desde nossas reuniões internas, onde reunimos todos os colaboradores do Brasil on-line, até o foco em nosso cliente e suas necessidades, seja pelo desenvolvimento ou uso dos novos My BMW e Mini app ou pelas diversas ações de marketing. Continuamos acelerando e inovando, e isso faz parte do nosso DNA. 

Qual é o impacto da digitalização na forma de vender o produto?

Nos reinventamos com canais de venda on-line e em constante alinhamento com a rede de concessionários e fábrica, desde soluções simples como venda pelo Instagram, até a reformulação dos nossos canais digitais para apoiar o cliente em tempos de restrição. Os treinamentos para a rede de concessionários também passaram a contar com tecnologia de realidade aumentada e feitos de forma remota. Estamos constantemente investindo em digitalização, possibilitando o consumo de informações e participações em eventos de maneira segura, seja de forma virtual ou presencial.

Acreditamos muito na força da nossa rede de concessionários como apoio para vendas e ponto de contato com o cliente de maneira humanizada e com foco no relacionamento. O e-commerce vem como apoio, mais uma ferramenta de comunicação e investimos fortemente nessa direção.

Para apoiar os times e abrir novos pontos de contato, habilitamos os canais de vendas no Instagram, e Facebook Shopping, fomos os primeiros a usar o Mercado Livre (para venda de seminovos com garantia de fábricas em nossa loja virtual) e ainda criamos ações como pré-venda exclusiva de edições especiais de nossos produtos pela Farfetch, além de marketplace na Amazon e outros. O digital está ali para sempre ajudar o cliente a entrar em contato com o melhor vendedor de nossa rede.

Patrocínio

Quais foram os principais desafios que a companhia enfrentou e enfrenta nesse processo de transformação digital?

O desafio principal é conseguir financiar o amanhã com o trabalho de hoje. Focamos na transformação, na eletrificação e na agenda ESG (meio ambiente, sustentabilidade e governança), na qual temos metas ambiciosas, como a de reduzir 80% das emissões de CO2 na produção da BMW até 2030. As parcerias também são importantes. Se não forem vistas como empresas de tecnologia, companhias desse segmento não irão querer cooperar. Todos precisam combinar a mentalidade de startup com a de uma empresa madura.

Quais são os próximos passos da transformação digital da empresa?

O BMW Group é uma empresa de mobilidade premium. Nos reinventamos há mais de 100 anos como organização. Nascemos produzindo motores de avião e sempre inovamos nas entregas com foco no cliente.

Com a digitalização, serviços serão cada vez mais importantes, não apenas pensando em partes físicas, mas também muito em software e atualizações, além de toda a experiência.

A tecnologia avança de forma muito acelerada e vamos em direção à eletrificação. Já estamos nos preparando para isso. O mercado premium deve impulsionar a eletrificação brasileira.