
Desenvolver um carro é um processo muito complexo e principalmente custoso. A tecnologia, porém, permite abreviar várias etapas, o que reduz o tempo e, sobretudo, os custos do projeto.
Essa é o argumento que pode explicar o sucesso da Altair. Algumas das maiores montadoras do mundo, como Stellantis, Toyota, Hyundai e Ford, são clientes da empresa.
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A companhia estima que, hoje, 40% de suas vendas são para o setor automotivo.
Até alguns anos atrás, domínio semelhante seria impensável para uma empresa fundada por três engenheiros em 1985 para atender a General Motors (que também faz parte de sua clientela) e que hoje tem 81 escritórios em 29 países.
Assinatura ao melhor estilo Netflix
A diversificação do portfólio da Altair passa pela compra de outras empresas. Nos últimos anos, mais de 50 foram adquiridas. A maioria delas com soluções e plataformas que mais tarde são incorporadas à nova proprietária.
Esse crescimento passa por um modelo de negócios bastante eficiente que lembra o adotado pela gigante do entretenimento Netflix.
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Toda montadora pode utilizar qualquer plataforma das inúmeras empresas da Altair mediante o pagamento de uma quantia – como nos serviços de streaming. Além disso, quanto mais serviços a montadora utilizar, menor é o valor da “assinatura”.
“Nosso modelo não consiste em venda de produto, e sim no direito de usar nossas soluções”, explica Valdir Cardoso, presidente da Altair Brasil.
Pandemia incentivou adoção de tecnologias
Entre as plataformas oferecidas pela empresa estão soluções que aceleram o projeto de desenvolvimento dos veículos.
Entre as ferramentas disponibilizadas estão programas capazes até de simular o desgaste de componentes com o uso intenso ao longo dos anos. Além de agilizar o tempo de desenvolvimento, essas soluções economizam custos para as fabricantes.
“A ideia é ter cada vez menos protótipos e realizar de forma mais virtual para reduzir os custos e agilizar o desenvolvimento”, afirma Eduardo Machado, diretor comercial da Altair Brasil.
Como exemplos de recursos desenvolvidos com auxílio dos produtos estão o sistema de alívio de peso da tampa da caçamba da nova Chevrolet S10 e a simulação da rigidez torcional da carroceria da nova Ford F-150.
Machado revela que a mentalidade de várias montadoras mudou nos últimos anos.
“Após a pandemia, a indústria percebeu que era muito mais viável e menos custoso desenvolver soluções localmente”, conclui o executivo.
