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Como funciona um serviço de carsharing de carros elétricos

Avaliamos o Flou, que é especializado em locações de curto prazo com preço por minuto de uso
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Vitor Matsubara

23 mai 2024

3 minutos de leitura

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Os serviços de compartilhamento de carros, ou carsharing, cresceram bastante nos últimos anos, apesar de um certo arrefecimento dos pedidos causado pela pandemia.


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Empresas como a Flou estão presentes neste mercado. A plataforma controlada pela UCorp oferece um serviço que é chamado de nanolocação, nome dado aos aluguéis de curta duração.

Além da comodidade de utilizar um veículo apenas pelo tempo necessário, o serviço possibilita a experimentação de carros elétricos, uma vez que sua frota é composta exclusivamente por veículos movidos a eletricidade.

Recentemente, a Nissan firmou uma parceria com a Flou para disponibilizar unidades do Leaf para locação. Automotive Business avaliou o serviço em um cenário bastante apropriado: no meio de uma tarde de quinta-feira com bastante congestionamento em São Paulo (SP).

Aplicativo controla tudo e atendimento funciona bem

Todas as etapas do processo são realizadas por meio de um aplicativo que pode ser utilizado em telefones celulares com sistemas operacionais Android ou iOS.

Antes de sair rodando por aí, o usuário precisa realizar um cadastro rápido com as informações básicas (incluindo dados de pagamento) e enviar uma foto de sua carteira de habilitação, além de realizar uma selfie para comprovar sua identidade.

A partir daí, basta abrir o mapa e localizar a estação da Flou mais próxima. Caso haja disponibilidade, o usuário só precisa conferir os dados do veículo (como marca, modelo e placa) antes de preencher um rápido checklist com imagens de todos os lados do carro, como forma de confirmar se existem danos não reportados pelo usuário anterior.

As portas são destravadas pelo próprio app e o usuário paga a corrida pelo tempo de uso em minutos, sendo que o valor varia de acordo com o modelo do carro. Ao término da viagem, o motorista precisa devolver o veículo na mesma estação onde o retirou – esta modalidade é conhecida como round trip. Não é permitido deixar o carro em um local diferente da retirada.

Antes de finalizar a corrida, o usuário precisa retirar eventuais lixos e se certificar de que o veículo está com, pelo menos, 60% de bateria. Caso precise recarregá-la, o próprio aplicativo indica a localidade de estações de carregamento pelo trajeto. 

Após o término do uso, um relatório com informações como o tempo da corrida e o valor final é enviado para o e-mail cadastrado.

Como foi a corrida da Flou com o Nissan Leaf

Nossa experiência começou em uma unidade da Housi, serviço de moradia por assinatura. Caminhei poucos metros após sair da estação do metrô antes de chegar ao local onde o veículo estava estacionado, dentro da garagem do condomínio. Estranhamente, não havia qualquer tipo de cancela ou segurança particular no local, o que facilitou minha entrada.

Como o estacionamento ficava no subsolo, foi preciso paciência para encontrar um sinal de celular capaz de concluir as etapas do aplicativo do Flou. Precisei recorrer ao serviço de atendimento por WhatsApp, que funcionou de forma eficaz, apesar da necessidade de várias tentativas para realizar a reserva.

Desde abril, a Nissan é uma das parceiras do Flou. A marca é representada pelo Leaf, primeiro (e até agora único) carro elétrico vendido pela montadora no Brasil. A empresa diz que o acordo auxilia na mobilidade urbana.

“Essa parceria possibilita comodidade em deslocamentos nas cidades. É uma alternativa que oferece conforto, praticidade e segurança”, afirma Marcus Krauspenhar, diretor de estratégia de negócio da Nissan América Latina. 

A unidade do Nissan Leaf estava limpa e sem danos. Bastou destravar as portas pelo aplicativo e ligar o veículo para sair dirigindo. A bateria estava quase cheia, com 98%.

Após o uso, retornei ao mesmo local e fiz as etapas finais antes de encerrar a corrida. Além das duas vagas, havia uma estação de recarga na garagem. No entanto, não foi preciso carregar as baterias, já que a carga ainda estava próxima de 80%. Tranquei o veículo e voltei para minha casa com o transporte público.

No geral, a experiência com o Flou foi prática, apesar das dificuldades iniciais por conta da falta de sinal de celular no local.