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Como melhorar a frota e reduzir os gases poluentes?

A revista Automotive Business perguntou a Fábio Ferreira, diretor do Comitê Veículos de Passeio do Congresso SAE Brasil 2009, e José Edison Parro, presidente da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, qual o caminho para melhorar a frota de veículos no Brasil e reduzir as emissões de gases poluentes.
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01 dez 2009

2 minutos de leitura

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Confira a baixo a resposta dos dois.

Fábio Ferreira

“A melhoria é dada pela soma de avanços nos padrões legais de emissões e combustíveis com a evolução técnica dos veículos.

Para a legislação, 2009 tem um significado especial, devido à entrada da nova fase para veículos leves e pesados do Proconve, e para motocicletas, do Promot, além da publicação das próximas etapas.

Mas deve-se garantir que a frota se mantenha dentro das exigências. Fatos como o início da aplicação do OBDBr-2 e o avanço da inspeção veicular são exemplos de sucesso nesse quesito. Na indústria, isso se traduz em investimentos em novas gerações de motores, aliados à evolução tecnológica dos sistemas do veículo, como catalisadores, transmissões e gerenciamento eletrônico, que permitam obter o melhor destes motores.

Em paralelo, é necessário que haja avanços nos padrões e na qualidade dos combustíveis”.

José Edison Parro

“O primeiro ponto a ser analisado, certamente, é em relação à proporcionalidade de habitantes versus automóveis de passageiros no Brasil. Enquanto essa relação nos Estados Unidos é de 1,2 : 1, e na nossa vizinha Argentina de 6 : 1, por aqui é de apenas 8 : 1. Isso significa que o mercado brasileiro possui um enorme potencial de crescimento em se tratando de veículos automotores.

Por esta razão, queiramos ou não, a questão da frota nacional ganha papel preponderante, especialmente quando os debates avançam sobre a qualidade de vida dos cidadãos, o que, obviamente, pressupõe qualidade do meio ambiente.

Entendemos que a questão passa necessariamente pela inspeção técnica veicular e, por consequência, reciclagem veicular e renovação da frota nacional. Acresce-se a isso o próprio esforço da engenharia automotiva (ou da mobilidade) em desenvolver e colocar em prática novas tecnologias que possibilitem a redução de emissão de gases poluentes.

De outra parte, diante da realidade brasileira, precisamos ter um programa consistente de inspeção, reciclagem e renovação, mas de modo gradual e também de incentivo, especialmente em relação a este último quesito, na medida em que os brasileiros mantêm veículos de avançada idade não porque querem, mas porque precisam para trabalhar.”