O governo atuou positivamente com medidas concretas, como o corte a zero do IPI e mantendo regras fixas nos financiamentos do Finame, com taxas fixadas abaixo da inflação. No entanto, a inflação e o câmbio atuam como inibidores dos resultados de 2013.
As conversões para dólares dos resultados das subsidiárias brasileiras das principais montadoras de caminhões afetarão para baixo os números de suas matrizes nos consolidados de 2013. Para elas se torna difícil quando acontecem mudanças como o atual enfraquecimento da moeda brasileira e seus impactos com números nem sempre aguardados. Estes acontecimentos atuam como fator psicológico nas explicações a investidores e acionistas, afetando a manutenção de planos de investimentos futuros no País.
Além desses cálculos matemáticos e seus impactos psicológicos, uma moeda excessivamente fraca, como o real hoje, se torna uma ameaça à estrutura de composição dos custos dessas subsidiárias, já que commodities e componentes importados representam 27,3% do consumo do setor. É bem verdade, também, que as exportações de caminhões trarão resultados melhores para essas subsidiárias com o câmbio favorável, mas seus benefícios não chegam a cobrir 50% dos impactos com os aumentos nos custos de produção. O repasse para aos preços dos veículos não tem muito espaço para manobras e não se dá totalmente no curto prazo, mas somente depois que as empresas deixam passar a volatilidade e incorporam a alta total aos seus custos.
O gráfico abaixo mostra o impacto da conversão do dólar nas vendas internas e nas exportações do setor:
