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Competitividade eleva necessidade de tornar eventos únicos

O mercado cada vez mais competitivo é um desafio à criatividade dos profissionais do marketing de eventos. O mais importante, na opinião dos participantes do painel Marketing de Relacionamento e Eventos, durante o I Fórum de Marketing Automotivo, realizado por Automotive Business na quinta-feira, 27, em São Paulo, é transmitir durante o evento os principais atributos do produto de maneira marcante e diferenciada.
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Redação AB

27 jun 2013

3 minutos de leitura

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Para Marcel Sacco, CEO do Holding Clube, do qual faz parte o Banco de Eventos, é mais fácil criar para lançamentos de novos produtos, mas também é preciso passar a mensagem quando se trata de novas versões de um veículo já existente ou em caso de leves reestilizações.

Ele citou o case do lançamento do Volkswagen Fox. “O grande diferencial do modelo era o espaço interno. Fizemos um evento para 900 pessoas e colocamos todos os convidados sentados para a apresentação, como se estivessem dentro do carro.”

Outro case lembrado por Sacco foi um evento realizado para o Volkswagen Gol na Usina de Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR), com 700 convidados. “Colocamos os carros no meio da barragem e apagamos todas as luzes por quatro horas. A única luz era de uma projeção que fizemos no meio da usina. A ideia era associar o Gol a Itaipu para reforçar o conceito de brasilidade e de potência.”

Sacco mencionou ainda o evento feito pela empresa para a Land Rover, quando levaram 150 convidados divididos em três turnos para acampar em barracas a 300 quilômetros de Natal (RN), trabalhando o conceito de sofisticação e aventura. Os participantes saíram de Natal e percorreram uma trilha off-road por sete horas até chegar ao local. Ele lembrou também do lançamento do Citroën C3 com para-brisa Zenith, realizado em Brasília por ser reconhecida por ter o céu mais bonito do Brasil.

Fábio Rabelo, gerente de marketing digital e CRM da Volkswagen do Brasil, falou sobre a estratégia de lançamento do novo Fusca. “O primeiro desafio foi decidir se o nome seria Beetle ou Fusca, mas escolhemos o segundo por fazer parte da cultura do brasileiro”, contou.

Segundo Rabelo, a estratégia teve três pilares. O primeiro foi a criação de expectativa, fase em que o modelo foi deixado coberto apenas com os faróis acesos em shopping centers de São Paulo e do Rio de Janeiro. O segundo foi o lançamento em si, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2012. O terceiro foi a comunicação, que contou com vídeos na internet que tiveram milhares de acessos.

EVENTOS PRESENCIAIS VÃO ACABAR?

Durante o painel, Alexis Pagliarini, diretor de marketing do WTC Events Center, disse acreditar que, mesmo com a tecnologia, os eventos presenciais vão continuar. “Não acho que é a limitação de tecnologia que impede a realização de mais eventos virtuais. Os eventos presenciais vão continuar existindo para que as pessoas se encontrem e falem olho no olho.”

Sobre os grandes eventos que serão realizados no Brasil, como Copa do Mundo e Olimpíada, os participantes foram unânimes ao dizer que, do ponto de vista da infraestrutura, o País não está preparado. “Mas com relação à organização e a realização dos eventos, não ficamos em nada atrás de outros países.”