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Compra da VM pela Fiat não afeta MWM

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pedro

22 fev 2011

4 minutos de leitura

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Pedro Kutney, AB

O anúncio da aquisição de 50% da VM Motori pela Fiat Powertrain, por enquanto, não preocupa a MWM International, que até o fim deste ano começa a fabricar motores da VM no Brasil, sob licença, para fornecê-los aqui à outra sócia da empresa italiana, a General Motors, que em 2007 comprou 50% do controle da companhia. Em 2008 a MWM International fechou o maior contrato de sua história, estimado em US$ 3 bilhões, para produzir e fornecer os propulsores VM que vão equipar a nova picape média da GM, a ser vendida no mercado nacional e também exportada.

A Fiat Powertrain, divisão de produção de motores para veículos leves do Grupo Fiat, fechou acordo para adquirir os 50% da VM Motori da americana Penske Corporation – o negócio ainda depende da aprovação das autoridades antitruste. Dessa forma, sairá uma empresa neutra para a MWM International da sociedade na VM para a entrada em seu lugar de um concorrente, que controlará a fabricante italiana de motores ao lado de um de seus maiores clientes, a GM.

Apesar de reconhecer que a troca não é das mais favoráveis, o presidente da MWM International para a América do Sul, José Eduardo Luzzi, afirma que não há motivos para preocupações com o negócio com a GM. “Temos contrato de longo prazo (sete anos) para fabricação e fornecimento dos motores VM a partir de 2012. Não há por que esperar quebra de acordo”, afirma Luzzi. Além disso, ele acrescenta a visão operacional: “O maior investimento para fabricação de motores está nos equipamentos de usinagem de cabeçotes e blocos, que no momento apenas nós temos preparados aqui para acomodar a produção de que a GM necessita”, completa.

Em 2007, a GM comprou parte da VM Motori e tinha intenção de trazer da Itália os propulsores diesel Euro V para equipar a nova geração da sua picape média S10 feita no Brasil, que até o momento usa o motor MWM Sprint 2.8 em sua versão diesel. O negócio foi dado como perdido por muitos analistas, mas após vários meses de negociação a MWM International conseguiu reverter a situação, ao convencer a GM a produzir os motores VM aqui mesmo, em sua fábrica de Santo Amaro, em São Paulo. Em julho de 2008 foi anunciado o fechamento do maior contrato da história da MWM International, com valor total em torno de US$ 3 bilhões para fabricar no Brasil cerca de 420 mil motores VM, com fornecimento previsto de 2012 a 2018.

Novo motor 3.2

Não é por falta de desenvolvimento próprio da MWM International que a GM decidiu usar o motor VM. Ao mesmo tempo em que se prepara para fornecer um propulsor projetado fora de seus domínios, a fabricante também já tem pronto para entrar em produção o novo propulsor MaxxForce 3.2 Euro V, de 160 cavalos, que pode equipar desde picapes e utilitários esportivos até caminhões leves de 9 toneladas de peso bruto total. Ele é justamente o substituto evoluído dos motores Euro III Sprint e NGD, hoje fornecidos a GM e Ford, respectivamente.

Devido ao desempenho eficiente e grande flexibilidade de aplicações, o novo 3.2 é considerado pela MWM International um produto revolucionário, um de seus mais importantes e refinados desenvolvimentos até o momento.

Os primeiros clientes do MaxxForce 3.2 são estrangeiros: a coreana Daewoo e a turca Otokar, que vão usar o propulsor feito no Brasil em vans e micro-ônibus a partir do fim deste ano. “É interessante notar que os coreanos exportam a maior parte de sua produção industrial e dificilmente compram motores de fora. Por isso este contrato comprova a qualidade de nossa engenharia”, avalia Luzzi. “Já a Turquia levará nosso produto para mercados da Europa, África e Ásia”, completa.

E não há clientes no Brasil para o novo 3.2? Luzzi revela que já existem negociações em curso para fornecimento no Mercosul, mas que ainda não pode contar quem são os interessados. “Até o fim do ano deveremos ter novidades a esse respeito”, diz. Um cliente natural é a picape Ford Ranger produzida na Argentina, que hoje usa o NGD 3.0 fornecido pela MWM International.