
Com isso, o saldo total de crédito para o setor automotivo chegou a R$ 202,74 bilhões de reais, com elevação de 1,4% sobre maio. O crescimento foi mais acentuado nos últimos 12 meses, com aumento de 4,3%.
A elevação é resultado da redução das taxas de juros para a aquisição de veículos. A queda foi puxada pelos bancos públicos como uma manobra do governo para aquecer as vendas do setor. Houve queda de 2,7 pontos porcentuais em junho no reajuste mensal, para taxa média de 20,7% ao ano, ou 1,58% ao mês. Nos últimos 12 meses a redução do custo do crédito chegou a 9,1 pp.
INADIMPLÊNCIA APONTA PARA BAIXO
Depois do recorde registrado em maio, a inadimplência no setor de veículos teve recuo tímido de 0,1 ponto porcentual em junho, para 6%. O número divulgado pelo Banco Central considera apenas atrasos superiores a 90 dias.
O índice permanece inferior ao registrado na economia de forma geral, que alcançou 7,8%, mas ainda é alto. A média histórica de calotes no setor automotivo é inferior a 3%. A inadimplência vem crescendo mês a mês desde o ano passado como reflexo da concessão de financiamentos sem entrada e com prazos muito longos em 2009. Os calotes aumentaram 2,2 pp nos últimos 12 meses.
Depois do rápido crescimento, a inadimplência enfim aponta para baixo. Ao divulgar os dados, o BC chamou a atenção para a redução do número de atrasos nos pagamentos de 15 a 90 dias. Em junho houve diminuição de 0,5 pp, para 8%. Este número é considerado uma prévia da tendência de inadimplência.
