
A associação que representa os concessionários BYD no país, a Assobyd, promoveu reformulação do seu quadro diretivo. A entidade antecipou de novembro para agosto a eleição da nova turma que vai dirigir a associação pelos próximos dois anos.
Em 8 de julho, os membros da direção, a primeira desde a criação da entidade, em 2023, pediram renúncia coletiva em comum acordo para que um novo grupo pudesse assumir.
A reportagem apurou que os motivos que levaram o grupo a renunciar tem a ver com a abrangência nacional da rede. Com mais grupos econômicos na rede, a representatividade do conjunto teria ficado desequilibrada com a presença apenas de diretores da região Sul-Sudeste.
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Por outro lado, também há relatos de que houve consenso a respeito da constituição de um novo grupo, mais robusto, para tocar pleitos junto à marca no que diz respeito às margens de lucro e qualidade.
Uma pesquisa realizada junto às marcas do mercado nacional, a qual teve acesso a reportagem, mostrou que a BYD figurou entre as marcas que tiveram as mais baixas avaliações em alguns quesitos, como rentabilidade.
Na pesquisa, menos da metade dos entrevistados da rede BYD (45,5%) afirmou que o retorno financeiro da concessionária atendeu às expectativas.
O resultado foi melhor em outras marcas que, assim como a BYD, tem estabelecido rede concessionária no país há pouco tempo. GWM, por exemplo, figurou entre as cinco melhores nesse quesito na pesquisa, com 80% dos distribuidores afirmando satisfação com o retorno financeiro. A BMW foi a que obteve a maior parcela de afirmação, 88,2%.
Quando a pesquisa pergunta sobre a preocupação da montadora em assegurar rentabilidade adequada às concessionárias, a BYD ficou em último, com apenas 38,3% dos entrevistados afirmando que, sim, há essa segurança.
Quando perguntados sobre se as políticas e os procedimentos da montadora em relação às concessionárias são justos, a parcela afirmativa da rede BYD foi a menor de todas, com 46,5%.
Em termos de produto, por outro lado, a BYD, e outras marcas chinesas, lideraram no quesito que trata da adequação da oferta à demanda. Na pergunta “os produtos da minha montadora são o que o cliente quer?”, 93,2% dos entrevistados da rede Chery disseram que sim. Great Wall (90,1%) e BYD (88,6%) aparecem na sequência.
Esses interlocutores ouvidos por AB, em off, afirmam que o ambiente associativo de marca, do jeito que é no Brasil sob a batuta da Lei Ferrari, não faz parte do contexto global da companhia, que mantém outros tipos de relação com seus distribuidores. Por isso, defendem que a relação entre as partes ainda deve amadurecer mais nesse sentido.
Uma chapa única deverá concorrer no pleito de agosto, a qual será encabeçada por Marcelo Tinti, CEO do Grupo Águia Branca. Ele é remanescente da gestão anterior. Outro nomes do grupo, como Claudio Dahruj e Alessandro Soldi, não farão parte do novo grupo que vai pleitear a gestão da associação.
