Na quarta-feira, 21, começou em São Paulo a 30º edição do Congresso e ExpoFenabrave, organizado pela entidade que representa os distribuidores de veículos no Brasil. A abertura do evento reuniu 3,5 mil pessoas, entre concessionários, lojistas e profissionais do segmento, além de autoridades e representantes do governo federal.
O residente da Fenabrave, José Maurício Andretta Jr., abriu o evento com um reforço à necessidade de colaboração no segmento para que os negócios permaneçam relevantes mesmo diante das muitas mudanças em curso no setor automotivo, como a necessidade de descarbonização, surgimento de novos modelos de negócio e a digitalização das vendas.
“Os dois anos de pandemia mostraram o quão fundamental é a união do setor para enfrentar ameaças e aproveitar as oportunidades do futuro”, declarou o executivo.
Andretta reforçou a importância das mais de 7 mil concessionárias espalhadas por mil municípios brasileiros que, segundo ele, geram 300 mil empregos no país. “Nos últimos anos, 500 desses empreendimentos mudaram de mãos em processos de consolidação. Esperamos que isso continue ocorrendo, mas por decisão empresarial, não por necessidade e dificuldades financeiras”, apontou.
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O executivo aproveitou a presença de representantes do governo no evento para reforçar o tradicional pedido do setor automotivo por reforma tributária e redução da carga. Ele enfatizou, ainda, a necessidade de desonerar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e facilitar a obtenção de licenças ambientais para o segmento.
Setor automotivo pede, governo tergiversa
O evento de abertura do Congresso e ExpoFenabrave contou com a presença dos ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite, da Agricultura, Marcos Montes, e da Economia, Paulo Guedes. Os três acompanharam o discurso de Andretta e de outros representantes do setor automotivo, mas evitaram responder diretamente às demandas do segmento.
Uma das poucas sinalizações mais diretas feitas por Guedes foi sobre a necessidade de reindustrializar o país. Segundo o ministro, o caminho para isso está no setor energético, já que o Brasil é um caso único no mundo de matriz energética flexível, limpa e barata.
