No ano passado os consumidores do país continuaram a abandonar o segmento de automóveis, que representou 31% das vendas (contra 35% em 2017), e seguem comprando mais picapes e SUVs (incluindo os crossovers), que totalizaram 69% dos negócios (ante 65% um ano antes). Há 10 anos essa proporção era de 52% para carros e 48% para os chamados light trucks.
Manzi aponta que um dos principais fatores para o crescimento das picapes e SUVs é o preço baixo do petróleo e da gasolina, aliado ao fato de que alguns crossovers são quase tão econômicos quanto sedãs de grande porte. “Temos visto o aumento da economia de combustível para além dessa ivisão, não apenas em crossovers, mas também em SUVs e picapes tradicionais”, ele destaca.
O economista espera que os preços da gasolina continuem baixos em 2019, não tanto quanto agora, mas o suficiente para não causar pânico e uma volta do consumidor aos automóveis.