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Conectividade torna o carro cada vez mais vulnerável

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cria

09 set 2011

3 minutos de leitura

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Redação AB

Uma pesquisa realizada em parceria entre McAfee, Wind River e Escrypt revela que componentes de segurança essenciais de um automóvel podem ser invadidos por hackers, caso o acesso físico a esses itens eletrônicos esteja disponível. Tais dispositivos são utilizados em quase todas as áreas de automóveis, como airbags, rádios, power seats, travas, controles eletrônicos de estabilidade e sistemas de comunicação interna do veículo, entre outros.

O relatório, intitulado “Cuidado: Malware à Vista”, é o primeiro do gênero que avalia a segurança de sistemas elétricos comumente utilizados nos automóveis atualmente. Além de invadir os dispositivos, um ataque pode ser preparado para rastrear um veículo e comprometer a privacidade de passageiros por meio de tags de RFID, utilizando leitores de longa distância a aproximadamente 40 metros.

“Quanto mais funções forem integradas à tecnologia digital de automóveis, maior será a possibilidade de ameaças, ataques e manipulações mal-intencionadas”, comenta Stuart McClure, vice-presidente sênior e gerente-geral da McAfee. “Com base nas pesquisas, muitos exemplos de ataques de hackers demonstram as ameaças potenciais e o grau de comprometimento que colocam o consumidor em perigo. Uma coisa é ter seu e-mail ou laptop comprometido, outra é o carro invadido por hackers, o que implicaria riscos terríveis à segurança pessoal.”

O setor automobilístico acrescenta a cada dia recursos e tecnologias como acesso à Internet e também a habilidade de personalizar a experiência do motorista. Os consumidores desejam permanecer conectados, mesmo em seus veículos, o que incentiva os fabricantes de automóveis a aumentar a integração de dispositivos como smartphones e tablets. Contudo, a rapidez com que se adicionam esses recursos pode comprometer a segurança.

O relatório destaca exemplos de como sistemas automotivos têm sido comprometidos e examina riscos associados a atividades cibercriminosas, incluindo:

– destravamento e partida remotos do automóvel por meio de telefone celular;
– desativação remota do automóvel;

– rastreamento de localidade, atividades e rotinas do motorista;

– roubo de dados pessoais de um sistema Bluetooth;
– interrupção de sistemas de navegação;
– desabilitação de assistência de emergência.

“À medida que a conectividade aumenta, o potencial de vulnerabilidade dos equipamentos se amplia”, afirma Georg Doll, diretor sênior de soluções automotivas da Wind River. “O relatório destaca preocupações reais relacionadas à segurança e as empresas do setor automobilístico já desenvolvem soluções para lidar com possíveis falhas que permitam ataques. Tendo em vista o período de desenvolvimento para automóveis, é essencial iniciar o trabalho de prevenção imediatamente, associando-se aos que possuam conhecimentos em software”, conclui.