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Confiança da indústria na economia tem pequena alta

Depois de três quedas consecutivas, o Índice de Confiança do Empresário Industrial apresentou ligeira alta em dezembro, ficando em 45,2 pontos – diferença de 0,4 ponto em relação ao resultado de novembro (44,8). Apesar da melhora, o índice divulgado na sexta-feira, 12, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) fecha o ano em baixa.
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Redação AB

12 dez 2014

2 minutos de leitura

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Entre 1º e 10 de dezembro, a CNI entrevistou representantes de 2,7 mil empresas, sendo mil de pequeno porte, outras mil médias e 650 de grande porte. O indicador varia de 0 a 100 pontos. Se ficar acima de 50 pontos, o indicador demonstra confiança.

Para o economista da CNI Marcelo Souza Azevedo, apesar de pequena, a alta no índice de confiança do empresariado é importante porque interrompe trajetória de queda e abre perspectiva positiva em relação aos próximos quatro anos. “A parte da confiança é fundamental para a retomada do investimento e o país ter investimento é uma base muito importante para que haja crescimento sustentado. Então, essa melhora tem que ser vista para que a gente comece um ciclo virtuoso da nossa economia.”

De acordo com Azevedo, os sinais do próximo governo da presidenta Dilma Rousseff na direção da “recuperação dos fundamentos macroeconômicos” foram fundamentais para a melhoria do índice. “De fato, a confiança dos empresários aumentou por conta das expectativas [com a nova equipe econômica].”

Segundo a pesquisa, o indicador de expectativas aumentou de 48,2 pontos, em novembro, para 49,2 pontos, aproximando-se da linha divisória de 50 pontos, que separa as perspectivas pessimistas das otimistas. Entre as grandes empresas, o índice cresceu 0,9 ponto este mês em relação ao mês passado.

Para o economista da CNI, apesar de o cenário indicar falta de confiança ao final de 12 meses, o fato de as grandes empresas terem sido responsáveis pela alta registrada em dezembro abre margem para um futuro mais positivo a partir de 2015. “O índice ainda está abaixo de 50 pontos. São nove meses de falta de confiança, mas a boa notícia, por outro lado, a recuperação, deu-se na expectativa das grandes empresas.