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Confiança do consumidor é a pior em 2 anos

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Redação AB

30 jun 2011

3 minutos de leitura

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Roberta Lopes, Agência Brasil

A expectativa do consumidor é a mais baixa desde junho de 2009, de acordo com o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado nesta quinta-feira, 30, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice mostra que a confiança do brasileiro na economia recuou 0,3% na comparação com o mês de maio. Em junho o índice registrou 111,8 pontos e no mês anterior ficou em 112,1 pontos (quanto mais distante de 100, melhor é a avaliação). Segundo a CNI, o recuo do otimismo é reflexo do cenário econômico e da expectativa de alta da inflação e das taxas de juros e também da contenção do crédito.

A maior parte dos índices que compõem o Inec registrou queda em junho. O indicador com maior recuo foi o que avalia a expectativa de emprego: 40% dos entrevistados disseram acreditar que o desemprego vai aumentar nos próximos meses, enquanto 26% avaliam que deverá cair e 34% acreditam em estabilidade.

Outro indicador que também apresentou baixa significativa foi a situação financeira: 49% das pessoas disseram que sua situação deverá ficar igual nos próximos meses, 35% avaliaram que deve melhorar e 16% acreditam que vai piorar.

O indicador que mede a renda pessoal apresentou queda de 0,4% em relação ao mês de maio. Pouco mais da metade dos entrevistados disse que sua renda vai ficar igual nos próximos meses, 38% acreditam que deve aumentar e 11% que vai piorar.

O indicador de expectativa de inflação também teve alta: 69% acreditam que os preços vão aumentar nos próximos meses. Pouco mais de um quarto dos entrevistados disse que o índice vai ficar igual ao de hoje e 6% avaliam que vai haver queda.

Quanto ao endividamento, 42% das pessoas disseram que devem continuar com o mesmo número de dívidas dos últimos três meses e 27% acreditam que terão um número maior, enquanto 32% acham que devem reduzir.

Mais da metade das pessoas ouvidas acreditam que não vão comprar mais bens de alto valor, como carros, e 56% disseram que devem continuar com os mesmos bens que têm hoje. Mais de um quarto dos entrevistados acredita em aumento dos seus bens e 17% acreditam em redução.

A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de junho pelo Ibope em parceria com a CNI, com 2 mil entrevistados em várias cidades brasileiras.