
A Ford interrompeu as atividades na fábrica de produção de baterias que está construindo em Michigan, nos Estados Unidos, devido ao conflito entre montadoras e sindicato. A empresa alegou preocupações sobre sua capacidade de operar “em um momento em que permanece presa às negociações contratuais” com o UAW.
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A entidade que representa os trabalhadores criticou a montadora e diz que o anúncio foi “uma ameaça vergonhosa e mal velada de cortar empregos”. A Ford anunciou em fevereiro planos para construir a fábrica em Michigan, em parceria com a chinesa CATL.
A unidade de baterias da Ford, inclusive, é alvo de discussões no congresso norte-americano. Isso porque republicanos investigam se a fábrica não seria uma espécie de via indireta de subsídios dos EUA para a China, fazendo com que a montadora dependesse das tecnologias do país asiático.
O conflito com a China, que se mistura à pauta dos trabalhadores, também reflete na produção local de baterias.
Em 2022, o Congresso aprovou uma lei que corta o subsídio de US$ 7,5 mil concedido aos consumidores de veículos elétricos caso a bateria do veículo contenha componentes produzidos em “entidade estrangeira preocupante”.
A Ford está aguardando orientação para determinar se as baterias operadas pela fábrica de Marshall entrariam em conflito com os requisitos.
