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Congresso Fenabrave abre com otimismo

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pedro

23 nov 2011

3 minutos de leitura

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Pedro Kutney, AB

O 21º Congresso Fenabrave abriu suas portas ao público nesta quarta-feira, 23, com otimismo e projeção de mercado de 5% a 6% maior em 2012, porcentual considerado pela maioria dos participantes e palestrantes como bastante promissor diante do cenário de intensificação da crise internacional. O evento, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, acontece até a próxima sexta-feira, 25, com expectativa de atrair 5 mil visitantes para assistir 34 palestras e ver 70 expositores do Pavilhão Vermelho, incluindo seis marcas de veículos e muitos fornecedores de serviços financeiros e de consultoria para o setor de distribuição.

“Acredito que o crescimento de 5% a 6% é perfeitamente factível no ano que vem”, disse o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria, durante sua palestra magna no Congresso. Para ele, as medidas do Banco Central de afrouxamento do crédito e redução dos juros deverão garantir o avanço do mercado nacional. Nóbrega avalia que o BC deverá reduzir o juro básico (taxa Selic) mais uma vez ainda este ano, para 11% ao ano, e prosseguir com os cortes em 2012, até atingir o nível de 9,5%. “O BC já sinalizou que prefere comprar um pouco de inflação e incentivar o crescimento do consumo”, analisou.

Com o afrouxamento das exigências de recolhimento de depósitos compulsórios, Nóbrega afirma que “os bancos terão mais espaço em 2012 para financiar o consumo, com ampla concessão de crédito para a compra de automóveis”.

Para o ex-ministro, o contágio da crise internacional no Brasil deverá ser “tênue”, pois o País está mais resistente, com reservas internacionais de US$ 300 bilhões maiores do que a dívida externa total de US$ 297 bilhões, sistema bancário nacional sólido e estabilidade macroeconômica. “A economia deverá entrar em compasso mais lento, mas ainda assim suficiente para manter o emprego e o consumo em alta”, avalia.

Dentre as principais projeções macroeconômicas da Tendências, a consultoria estima crescimento do PIB de 3,3% este ano e de 3,7% no próximo, inflação de 6,6% agora e de 5,¨% em 2012, taxa de desemprego de 6% hoje e de 5,8% daqui a um ano, dólar a R$ 1,75 ao fim de 2011 e a R$ 1,65 em 2012. A massa de rendimento da população, um dos principais fatores para manter a alta do consumo, deverá crescer 5,6% este ano 5,4% em 2012.