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Redação AB
Shunichi Nakanishi, economista de 55 anos, já tem familiaridade com a operação brasileira da Toyota. Entre 1994 e 1997 ele já havia sido gerente da Divisão da TMC para as Américas, da qual tornou-se gerente geral em 2006. Há dois anos o executivo foi encarregado dos negócios para a América Latina e Caribe. Nesta sexta-feira, 21, ele assume formalmente a presidência da Toyota Mercosul, em cerimônia à noite no Hotel Hyatt, em São Paulo.
Nakanishi, substituto de Shozo Hasebe, que ficou cinco anos à frente da operação brasileira, esteve na Argentina no dia 18 de janeiro para uma visita à ministra da Indústria, Débora Giorgi. Na ocasião disse que tem planos importantes para o país vizinho e anunciou o projeto de nacionalizar 34 componentes da picape Hilux para substituir importações de US$ 20,7 milhões por ano, além de criar 979 postos de trabalho – 600 na montadora e 379 entre os fornecedores. A empresa elevará as exportações em 30% sobre 2010, que somaram US$ 1,3 milhão.
Uma semana antes a Toyota já havia apresentado à presidente da Argentina, Cristina Fernández, o plano para investir US$ 126 milhões no país. A fabricante pretende montar 92 mil unidades em 2011 (41% a mais do que no ano passado) e gerar exportações adicionais de US$ 377 milhões.
Durante o mandato como presidente da Toyota Mercosul, Shozo Hasebe esteve à frente de marcos históricos para a empresa, como a celebração dos 50 Anos da montadora no Brasil, o lançamento da décima geração do Corolla, a criação da Fundação Toyota do Brasil e o anúncio e início da construção da nova fábrica em Sorocaba, SP.
Shunichi Nakanishi, 55 anos, japonês, economista formado pela universidade de Tohoku (Japão), iniciou atividades na Toyota Motor Corporation em 1979. Segundo a empresa, sua principal missão será conduzir a Toyota Mercosul a uma grande expansão, a partir de 2012, com a entrada da empresa no segmento de carros compactos.