A venda de novas cotas para automóveis e comerciais leves somou 1,13 milhão e acabou registrando pequena alta de 2,7% sobre o ano anterior. O segmento de leves ia bem até outubro, quando ainda exibia alta de 10,5% sobre iguais meses do ano anterior, mas perdeu embalo no último bimestre, possivelmente devido ao aumento nas concessões de crédito pela via do financiamento direto ao consumidor (CDC).
O leve crescimento da venda de novas cotas foi acompanhado por alta de 2,8% nos participantes ativos, aqueles que permanecem pagando suas parcelas, tendo ou não sido contemplados. Eles formaram em 2017 uma grande massa de 3,47 milhões de usuários.
O consórcio para veículos leves registrou ainda crescimento importante de 8,1% no volume de créditos comercializados (R$ 46,5 bilhões no ano) e de 4,8% no tíquete médio das cotas, que atingiu R$ 41,2 mil.
O segmento de motos, segundo maior em volume, fechou o ano com a venda de 854,6 mil novas cotas e pequena retração de 2,4% ante 2016. Embora tenha terminado o ano em queda, o consórcio de motos apresentou comportamento inverso ao dos autos e comerciais leves. Até abril do ano passado a retração na venda de novas cotas de motocicletas superava os 7%, mas regrediu durante o ano. Um dos motivos foi uma grande campanha publicitária em rede nacional feita pela Honda, que detém 80% do segmento de duas rodas.
O volume de créditos comercializados para aquisição de motos atingiu R$ 7,16 bilhões e cresceu 5,3%. E o tíquete médio atingiu R$ 8,4 mil em 2017, valor 7,7% mais alto que o do ano anterior.
A venda de novas cotas em 2017 para todos os segmentos atingiu 2,04 milhões de unidades, somente 1% a mais que no ano anterior.