
A venda de motos por consórcio atingiu 148,4 mil unidades, registando alta de 14% sobre o mesmo período do ano passado. Como consequência, a participação da modalidade está agora em 32,5%, praticamente um terço das vendas totais.
Simultaneamente, as vendas por Crédito Direto ao Consumidor (CDC) somaram 157,1 mil unidades neste primeiro semestre, anotando queda de 5,2% em volume. Como resultado, a participação do CDC recuou de 38,8% para 34,4%. Os números foram divulgados pela Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes do setor de duas rodas.
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De acordo com Abraciclo, as contemplações de consorciados resultaram até em falta de produtos por um pequeno período e obrigaram os fabricantes a acelerar a produção.
“Também houve aumento na venda de novas cotas”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian. Uma forte campanha publicitária feita pela Honda em horário nobre a partir do último trimestre de 2017 foi um dos fatores de estímulo para esse tipo de venda a prazo.
As vendas à vista também ganharam espaço este ano. Foram 151,2 mil unidades na primeira metade de 2018, volume 15,2% mais alto na comparação interanual. Com isso, a participação da modalidade saltou de 30,7% para 33,1%.
Um dos motivos foi o aumento das vendas de motos de alta cilindrada, muitas vezes feitas à vista ou em formas de pagamento (como parcelamento no cartão de crédito) computadas como se fossem à vista.