
Os números são da Cetip, empresa que opera um grande banco de dados relativos ao crédito a veículos no País. Na análise do primeiro trimestre de 2011, o melhor da história do setor de motocicletas, os consórcios respondiam por 29,2% e o CDC, por 65,8%. O Crédito Direto ao Consumidor é a principal modalidade de venda do setor. O aumento da seletividade dos bancos, decorrente da inadimplência, dificulta a venda por essa modalidade.
Em todo o ano de 2011, segundo a Cetip, 1.147.334 motocicletas foram comercializadas por CDC (o equivalente a 67,5% das vendas parceladas) e 473.460 por consórcio (27,9%). Em 2012, com a restrição ao crédito, o volume de CDCs para moto recuou para 658.216 (53,2%) e o de consórcios alcançou 499.637 (40,4%).
“Historicamente, o consórcio tem sido a opção procurada pelos consumidores quando aumenta a seletividade do crédito”, recorda José Eduardo Gonçalves, diretor da Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motos. O presidente executivo da Associação Brasileira das Administradoras e Consórcios (Abac), Paulo Roberto Rossi, explica a migração de parte dos consumidores do CDC para essa modalidade: “Além do aperto ao crédito, ocorreu também a exigência de entrada e diminuição dos prazos de pagamento nos financiamentos, que no consórcio permanecem mais longos. E como o consorciado é considerado um poupador, sua avaliação é menos rigorosa que a das financeiras”, afirma Rossi.