
O setor de consórcios para veículos fechou o primeiro semestre com a venda de 963,2 mil novas cotas, registrando alta de 7,4%. O crescimento da modalidade continua motivado especialmente pelos modelos leves como automóveis e utilitários, cujas 516,6 mil cotas vendidas no período anotaram alta de 20,5% sobre os mesmos seis meses do ano passado.
Os números foram divulgados pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac). A modalidade é favorecida pelo cenário econômico atual e também pela possibilidade de parcelamentos mais longos e sem a necessidade de entrada.
Outra alta importante para os leves, de 26,7%, ocorreu no volume de créditos comercializados, R$ 21,5 bilhões. Esse número é obtido pela multiplicação das novas cotas por seus valores. O consórcio de leves também foi favorecido no semestre pelo crescimento de 6,2% em participantes ativos, aqueles que continuam pagando suas parcelas tendo ou não sido contemplados. Eles somam hoje 3,4 milhões.
O segmento de pesados (caminhões, ônibus, semirreboques, tratores e implementos) também ajudou na alta geral, embora com volumes menores. De janeiro a junho foram 23,4 mil novas cotas, total 10,4% maior que o do mesmo período de 2016. O tíquete ou valor médio das novas cotas subiu 13,7% ao atingir R$ 147,7 mil.
Como consequência, o volume de créditos comercializados para os pesados no semestre (R$ 3,5 bilhões) cresceu 12,3%. Já as contemplações, 14,3 mil, anotaram pequena queda de 5,3% no semestre.
DESEMPENHO AINDA NEGATIVO NAS MOTOS
As motos detêm o segundo maior volume em vendas de consórcio e continuam influenciando negativamente os números totais do setor. No acumulado até junho o segmento registrou a venda de 423,1 mil novas cotas, 5,3% a menos que em igual período de 2016.
Também caiu o número de participantes ativos. Eles somaram 2,3 milhões no semestre, 11,7% a menos que na primeira metade de 2016. As contemplações ou cartas de crédito emitidas no semestre, 286,5 mil, registraram importante queda de 17,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
Levantamento recente divulgado pela Abraciclo, associação dos fabricantes de motocicletas, mostra que a modalidade perdeu espaço para o CDC, Crédito Direto ao Consumidor (veja aqui).
O tíquete médio para as motos atingiu no semestre R$ 8,6 mil, registrando alta de 10,3%. Como consequência, o volume de créditos comercializados (R$ 3,6 bilhões) também aumentou 4,1%.