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Construção: CNH eleva ambições

Pedro Kutney, AB
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pedro

11 mai 2011

3 minutos de leitura

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A CNH, fabricante de máquinas agrícolas e de construção do Grupo Fiat, está dobrando suas apostas para o mercado brasileiro. “Com tantas obras de infraestrutura que o Brasil precisa, essa expectativa é plenamente justificável”, avalia Valentino Rizzioli, presidente da CNH Latin America. “Há muitas estradas, aeroportos e estádios a serem construídos nos próximos anos, que vão precisar de muitas máquinas”, completa.

O executivo justifica sua estimativa lembrando que o País ainda compra poucas máquinas de construção em relação ao seu próprio passado: “Em 2010 tivemos um boom de vendas nesse segmento e foram vendidas apenas 25 mil máquinas. Basta lembrar que nos anos 70 chegamos a 40 mil. Por isso não é exagero esperar por um mercado de 50 mil a 60 mil unidades por ano no futuro próximo”, afirmou.

Rizzioli também comparou o mercado brasileiro de máquinas de construção com o de outros países, lembrando que em 2010 foram vendidas 360 mil unidades na China e 100 mil nos Estados Unidos (que em anos normais chega a 170 mil). “Há portanto muito espaço para crescer aqui”, defende o presidente da CNH, que para este ano estima expansão de 30% nas vendas no Brasil de máquinas de construção das marcas Case e New Holland, produzidas na fábrica de Contagem (MG).

Agricultura

Também no segmento agrícola Rizzioli projeta grandes expansões dos negócios. “No fim dos anos 90 o governo tinha a meta de produzir 70 milhões de toneladas de grãos. Poucas pessoas acreditavam que o País pudesse chegar ao patamar de 100 milhões de toneladas, e menos ainda a 120 milhões. Pois eu acreditava e a safra de 2011 está estimada entre 150 milhões e 160 milhões de toneladas”, lembra o executivo.

“E acredito que o Brasil ainda está muito longe de sua capacidade, que pode chegar a 220 milhões ou mesmo 250 milhões de toneladas. Isso vale muitos tratores e colheitadeiras”, destacou Rizzioli, lembrando ainda que o movimento do agronegócio deverá impulsionar por contaminação outros segmentos de mercado, como o de caminhões para transporte e também o de máquinas de construção, “que vão construir as estradas necessárias para escoar a produção”.

Investimentos

Em 2010 a CNH teve o seu melhor desempenho no Brasil e a divisão latino-americana da companhia faturou US$ 1,2 bilhão, ou 7,5% da receita global de US$ 16 bilhões. Para aproveitar a expansão do mercado brasileiro a empresa programou investimento de R$ 1,7 bilhão de 2011 a 2014. Os recursos serão destinados à ampliação e modernização de quatro fábricas de máquinas agrícolas e de construção no País (Curitiba, Sorocaba, Piracicaba e Contagem), além do desenvolvimento de novos produtos. A CNH também investe US$ 100 milhões em nova planta na Argentina, onde produzirá tratores “fruteiros” e colheitadeiras de grãos.

Em 2010 a CNH concluiu outro investimento bilionário no País, de R$ 1 bilhão, com a reativação das operações em Sorocaba, onde inaugurou a maior fábrica de colheitadeiras de grãos do mundo.