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Consumidor não paga aumento e preço cai

Depois de aumentos seguidos nos três primeiros meses do ano, os preços dos carros zero-quilômetro voltaram a cair. A queda em junho foi de 0,4%, no terceiro recuo consecutivo do ano. Os dados são do índice Autoinforme/Molicar, que registra mensalmente a evolução do Preço de Verdade dos veículos novos, isto é, o realmente praticado no mercado, e não o valor das tabelas oficiais.
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Redação AB

29 jul 2014

3 minutos de leitura

O aumento médio acumulado no primeiro semestre, de 2,8%, ainda é alto considerando o comportamento do mercado nos últimos anos, quando os preços caíram ou tiveram apenas altas residuais, mas bem inferiores em comparação às registradas no primeiro trimestre de 2014.

As montadoras iniciaram o ano com muito apetite, reajustando os preços de tabela alegando aumentos dos custos por causa da obrigatoriedade do ABS e do airbag. Além disso, houve o retorno de um ponto porcentual de IPI, o que contribuiu para a alta.

Já em janeiro o aumento médio do preço do carro zero foi de 1,4%; em fevereiro, uma alta ainda maior, de 2,4%, e em março mais 1,6%. No acumulado do trimestre, 4%, um índice fora de propósito se consideramos que durante todo o ano de 2013 o carro zero ficou 0,5% mais barato.

O aumento expressivo no primeiro trimestre explica a queda de vendas: assustado, o consumidor se retraiu, optou pelo carro usado, o que fez o segmento crescer no período. Diante da queda de vendas as montadoras não tiveram outra saída que não o reposicionamento dos valores, na tabela ou por meio de bônus às concessionárias, provocando as retrações dos preços verificadas nos meses seguintes (veja gráfico abaixo).

Comportamento

Apenas 14 das 50 marcas vendidas no mercado brasileiro aumentaram os preços acima da média de 2,8% no semestre. Entre elas, duas grandes: a GM, com alta de 6,3%, e a Fiat, com 3,6%. Os preços dos carros da Volkswagen aumentaram 2,6% e os da Ford 2,5%.

A marca que mais aumentou os preços no semestre foi a Shineray, alta de 9,9%. Jeep (+7,5%), Chery (+6,8%) e Maserati (6,3%) também tiveram altas expressivas .

Na parte de baixo da tabela a Mahindra foi a marca que mais perdeu preço no período: -10,7%, seguida por RAM (-10,3%) e TAC (-10,1%). Changan (-5,9%), Dodge(-3,8%) e Rely (-1,6%) também tiveram quedas expressivas (veja abaixo a evolução dos preços por marcas).

Comportamento

JUNHO CONFIRMA TENDÊNCIA DE QUEDA

Com baixa de 0,4%, junho registrou a terceira queda de preços seguida no ano, depois de um primeiro trimestre de alta. Alterações significativas nos preços no mês (para baixo e para cima) indicam a instabilidade do mercado.

A Volkswagen foi com muita sede ao pote com a Kombi Last Edition e muitas unidades acabaram sobrando nos estoques das concessionárias. O resultado foi uma queda de 20%: a perua da marca foi o carro que mais perdeu preço no mês, passando de R$ 75 mil para R$ 60 mil.

O Audi A8 foi o segundo que mais perdeu, com queda de 17%. A picape Mahindra (-11.6%) e o Camaro (-11,4%) também tiveram quedas expressivas, assim como o Volkswagen Gol, que com a chegada do Up! deixou de ser o preferido do consumidor, ficou 11,6% mais barato.

Já o preço praticado do Range Rover Evoque, da Land Rover, subiu 19,3%. O carro custava R$ 193,6 mil e subiu para 231 mil.

O Ssangyong Korando também teve aumento significativo, ficou 16,2% mais caro, assim como o Prisma (+14,9%), o Onix (+14,2%) e a picape Ranger (+13,3%).

Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme

Confira abaixo os modelos que mais subiram de preço e os que mais caíram em junho:

Comportamento

Comportamento