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Redação AB
A Continental anunciou nesta terça-feira, 15, investimento US$ 210 milhões para dobrar, até o fim de 2015, a capacidade de produção de pneus de sua fábrica no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia. A unidade, com área total de 800 mil m2, foi construída em 18 meses e inaugurada em abril de 2006.
Este é o segundo ciclo de investimentos da Continental no Brasil, que em 2004 decidiu instalar sua primeira fábrica de pneus no País, com aportes que somaram US$ 260 milhões, para atender toda a América Latina, Estados Unidos e Canadá. O anúncio ocorre na esteira de intenso aquecimento nas vendas da unidade baiana, que precisa de ampliações para acompanhar a forte demanda de todos os mercados que atende.
Em 2010 a unidade produziu 4,5 milhões de pneus para automóveis de passeio e 315 mil para veículos de carga. Este ano a o potencial produtivo projetado é de 5 milhões de pneus de passeio e 450 mil para caminhões.
Segundo comunicado da empresa, o novo aporte permitirá otimizar processos, instalar novos equipamentos e criará mais 400 empregos diretos na fábrica, que atualmente emprega 1.150 pessoas.
A fábrica da Continental em Camaçari foi inicialmente pensada com foco principal nas exportações, mas o aumento significativo da demanda no Brasil acabou mudando os planos. Em 2010, a Continental obteve um de seus melhores resultados operacionais no País, com aumento nas vendas em relação a 2009 de 25% em pneus de passeio e de 38% no segmento de carga.
A Continental também alcançou sua mais alta participação no mercado nacional de reposição para automóveis e caminhões leves, com 11,5% de market share. Com as vendas em alta nesse segmento a companhia já planeja abrir no País novas lojas com sua marca, principalmente em regiões onde ainda não tem revendedores autorizados, para aumentar a abrangência geográfica da rede de distribuição atualmente composta por 586 pontos.
A fabricante também planeja ampliar sua participação como fornecedora de equipamento original para os clientes no Brasil. Hoje, a Continental fornece pneus para caminhões da Iveco, Volkswagen, Mercedes-Benz e Scania, e para carros da Fiat, Ford, Renault e Volkswagen.
“Esperamos manter em 2011 um crescimento semelhante ao de 2010, uma vez que o mercado de pneus está aquecido no mundo inteiro. A demanda está muito alta e a capacidade de produção do setor é insuficiente para atendê-la”, projeta Renato Sarzano diretor-superintendente de operações comerciais de pneus da Continental para a América Latina. “Nosso principal desafio será administrar os aumentos de matéria-prima, que já aconteceram e deverão continuar ao longo deste ano”, prevê.