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Continental, Mahle e Umicore se unem por eficiência energética

Um sistema de pré-aquecimento do etanol que melhora a partida a frio de veículos flex é a proposta da Continental, Mahle e Umicore ao se unirem em um projeto piloto com foco na eficiência energética. Um protótipo de veículo dotado com o sistema está sendo apresentado no Simea 2015, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, promovido pela AEA, Associação da Engenharia Automotiva, que ocorre até a quarta-feira, 26, no WTC, em São Paulo.
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Redação AB

25 ago 2015

3 minutos de leitura

A Mahle tomou a iniciativa do projeto, convidando a Continental e a Umicore como parceiras, cada uma com sua expertise. As empresas desenvolveram o sistema em tempo recorde, 12 semanas, desde a concepção até a montagem do protótipo que está na mostra de engenharia vinculada ao evento.

“O que fizemos foi entender o que o mercado precisa e buscar uma solução que atenda essa necessidade. Uma vez que não faz parte da Mahle produzir sistemas de injeção, precisávamos buscar parcerias e assim nos aproximamos da Continental e da Umicore”, conta Fabio Moreira, diretor de desenvolvimento de produto da Mahle, que projeta viabilidade comercial do sistema a partir de 2017.

A partir do SmartHead, componente responsável pelo pré-aquecimento do etanol no sistema de injeção, a Mahle viu a necessidade de gerenciar esse aquecimento de forma mais eficaz, contando com o know-how da Continental, a partir do desenvolvimento do módulo de gerenciamento eletrônico do motor (ECU, na sigla em inglês), do corpo de borboletas e do injetor, além da calibração de todo o sistema.

“Já a Umicore entra com um catalisador sensivelmente mais simples que os tradicionais, uma vez que percebemos um ganho secundário, além do menor consumo de combustível: o de menores níveis de poluentes. Com isso, eles desenvolveram um produto de tratamento específico, cuja composição trouxe uma redução de custo de 10% a 15% por peça”, revela Moreira. Ele acrescenta que por parte da Mahle também houve redução de custo, algo entre 10% e 20% mais barato. Para o executivo, outra vantagem do sistema é o de habilitar o motor flex para que se torne uma tecnologia global.

O engenheiro de desenvolvimento da divisão Powertrain da Continental, Rafael Cassaniga, explica seu funcionamento: “O sistema aquece o combustível derivado da cana-de-açúcar em veículos flex a fim de promover a queima adequada do etanol e o prepara para o momento em que o motor exigir, ao mesmo tempo em que diminui a emissão”. Ele conta que a ativação do pré-aquecimento pode ocorrer de diferentes modos, o que fica a cargo da montadora: “Há possibilidade de promover o pré-aquecimento a partir do momento em que o motorista destrava o veículo pelo controle remoto, na abertura da porta por meio de sensores de ativação ou mesmo quando o motorista aciona a chave de ignição, o que em questão de segundos, prepara o combustível para o motor”, exemplifica. “O nível de economia de combustível é variável, depende de cada tipo de motor, mas os estudos apontam que pode chegar a 20%”, acrescenta.

Por sua vez, Alexandre Rezende, diretor de engenharia de desenvolvimento da divisão Powertrain da Continental, analisa que apesar de o projeto não significar uma parceria comercial entre as três empresas envolvidas, os estudos do sistema viabilizam que o produto final tenha custo competitivo, gerando novos sistemas e estratégias. “O projeto foi desenvolvido para o mercado nacional em função da utilização do etanol hidratado como combustível. Inovamos mais uma vez trazendo um projeto de ponta focado em eficiência energética e no desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a preservação do meio ambiente”.