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Contra sua vontade, Renault suspende venda do Kwid na Argentina

A Renault suspendeu as vendas do compacto Kwid na Argentina. A razão, segundo apurou o site argentino Autoblog, tem a ver com restrições impostas pelo governo local acerca das importações. A montadora estaria importando mais do que produzindo localmente, algo que fere a regulamentação que rege a indústria local. O Renault Kwid é produzido em São José dos Pinhais (PR).
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cria

13 out 2021

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“Devido a problemas de disponibilidade gerados por restrições de importação e com o objetivo de promover veículos de fabricação nacional, fomos obrigados a tomar a decisão de suspender temporariamente a comercialização do modelo Kwid em nosso país. Sabemos que o Kwid é um veículo de grande aceitação pelo público argentino e esperamos em algum momento poder trazê-lo de volta ao nosso mercado”, informou a montadora por meio de nota.


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Lançado em 2017 na região, sob forte campanha de marketing e com possibilidade de vendas pela internet, o Kwid somou até setembro um total de 45,5 mil unidades vendidas na Argentina. Neste período, o SUV dos Compactos, como era classificado pela Renault, teve seu melhor momento comercial em 2018, quando foram vendidas 22,5 mil unidades do modelo, segundo dados da Acara.

O veículo nasceu do projeto da plataforma global CMFA, que começou a ser desenhada para países emergentes ou subdesenvolvidos pela Aliança Renault-Nissan, dando origem entre outros modelos ao Renault Kwid e ao Datsun Redi Go, ambos introduzidos primeiro no mercado indiano. A Aliança criou um time global 100% dedicado ao projeto, com o objetivo de reduzir ao máximo a massa dos modelos e assim baixar os custos de produção.

É esperada para o final do ano uma nova versão do modelo, com possível motor mais potente e alterações no design. Na Índia e na África do Sul a versão atualizada tem o atual motor 1.0 três-cilindros aspirado flex da família SCe, mas é equipado com comando variável de válvulas. A potência, assim, sobe de 66/70 cv (gasolina/etanol) para 79/82 cv.