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Convenção da NADA termina nesta segunda-feira

Redação AB
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paulo

07 fev 2011

2 minutos de leitura

O setor de distribuição no Brasil costuma promover encontros anuais memoráveis. Participei de um deles em Curitiba, no Teatro Positivo (2008), com quase duas mil pessoas, que trouxe Carlos Ghosn, CEO da Renault Nissan, como âncora. Nos Estados Unidos a Convenção e Exposição da NADA (a Fenabrave de lá) costuma ser um evento ainda maior, de expressão internacional, com foco nos negócios dos concessionários de veículos leves e representantes de todas as partes do mundo. Este ano o encontro, acontece em São Francisco, na Califórnia, de 5 a 7 de fevereiro.

O Brasil também está presente ao encontro desta vez, com uma delegação constituída pela Fenabrave e organizada pela Megadealer. O grupo brasileiro de revendedores participa das apresentações plenárias e workshops e visita a exposição paralela, mas uma das atividades mais interessantes é a visita a concessionárias-modelos na região.

Sergio Reze, presidente da Fenabrave, disse a Automotive Business que o setor de distribuição de veículos brasileiro é possivelmente o melhor do mundo, superando em eficiência a cadeia norte-americana – apesar dos elevados tributos que incidem sobre a produção e comercialização de veículos no País, elevando os preços ao consumidor à estratosfera.

Uma das questões que movimentam o segmento no Brasil é o retorno financeiro que bancos e empresas de crédito destinam às concessionárias de veículos, em contrapartida à participação no financiamento e seguro de automóveis (F&I). A prática não regulamentada, instituída há cerca de dez anos, começou de forma tímida e avançou desde então, chegando a representar a principal fonte de recursos das revendas, superando as margens na comercialização de carros novos, usados e autopeças e na área de serviços.

Nos Estados Unidos o retorno que os concessionários recebem por abrir sua carteira de clientes ao crédito das financeiras e seguradoras (F&I) é legal e decisivo para as revendas garantirem seu lucro.

NADA

A convenção da NADA em São Francisco ocorre em período de recuperação das vendas na indústria automobilística norte-americana. Stephen Wade, responsável pela organização como chairman, projeta a comercialização de 12,9 milhões de veículos leves este ano, com um avanço de 12% em relação a 2010 – um volume ainda muito distante do recorde de 17,4 milhões registrado em 2000.

O otimismo é moderado, apesar da convenção ter adotado o tema “um futuro brilhante”, que pode ser interprestado mais como uma aposta do que uma certeza.

Durante o evento em São Francisco Reze assinou acordo com Wade visando a trazer ao Brasil ferramentas para monitorar e comparar o desempenho das concessionárias, com a criação do Grupo dos 20 (referência a 20 marcas integrantes).