
A 28ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28, chegou ao fim com conclusões a respeito da necessidade de se diminuir o consumo global de combustíveis fósseis. Porém, sem planos concretos para tal.
Pela primeira vez na história do evento, os países participantes assumiram que é preciso realizar uma transição energética para reduzir o uso desses combustíveis, ainda que um caminho para isso não tenha sido estabelecido.
O texto conclusivo do encontro mundial, no entanto, não estabelece a erradicação dos combustíveis fósseis das matrizes energéticas, o que era esperado por muitos interlocutores ligados ao tema, principalmente ambientalistas.
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O que ficou estabelecido em comum acordo entre os participantes foi uma meta de triplicar a capacidade atual de geração de energia renovável até 2030. Ficou acordado também que será criado um fundo de US$ 420 milhões para apoiar países afetados pelo aquecimento global.
Ao longo da conferência, cerca de 100 países concordaram que é preciso eliminar gradualmente o uso de petróleo, gás e carvão. O grupo contou com o apoio de grandes produtores de petróleo e gás dos Estados Unidos e Europa.
Por outro lado, a ideia não reverberou bem nas lideranças que compõem a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), liderado pela Arábia Saudita. O país argumenta que é possível reduzir emissões, evitando a eliminação de combustíveis específicos.