
Segundo o executivo, a produção de etanol da região deve gerar 21,5 bilhões de litros, enquanto a previsão anterior era de 20 bilhões de litros. A estimativa para açúcar na região centro-sul, que responde por 90% da moagem de cana do País, foi estimada em 30,5 milhões de toneladas, sendo que a estimativa anterior apontava 32 milhões de toneladas. Para ele, por mais que as 48 usinas associadas da companhia priorizem a produção de açúcar – produto que remunera mais que o etanol – o atípico tempo chuvoso neste inverno faz com que a cana chegue às usinas mais apropriada a produção do biocombustível.
“A decisão econômica é maximizar açúcar. Só que em função do clima, quanto mais paradas temos, mais favorecemos o etanol, porque vai perdendo os dias de moagem no ano”, disse.
Souza disse que mais de 40% das usinas associadas estão paradas devido ao tempo chuvoso, com reflexos no mercado global. De acordo com especialistas, a cana fica com mais água no início e final da safra, justamente os períodos mais chuvosos, o que favorece a produção de etanol.
Como nesta safra a moagem está atrasada, tal atraso será recuperado em novembro e dezembro, meses que tradicionalmente registram mais precipitações, segundo o executivo da Copersucar. “A safra já foi alongada”, destacou.
A Copersucar estima a moagem de cana em 505 milhões de toneladas contra as 493 milhões de toneladas da safra passada.
“Nós mantemos a previsão de 505 milhões de toneladas de cana moída, mas o clima é determinante, vamos ver se conseguimos moer tudo isso, pode ficar cana em pé”, afirmou, referindo-se à cana que pode deixar para ser colhida na próxima temporada.