
Com boa parte da carreira dedicada à marca alemã, Cortes comanda hoje as operações da MAN América Latina, que absorveu a divisão de caminhões e ônibus da Volkswagen.
Avaliando os negócios no segmento de pesados, Cortes disse ao Automotive Business que a retomada das vendas está sendo bastante rápida. O executivo afirma que o segmento de caminhões é um termômetro da atividade econômica e, após uma contração de 50% nas vendas no último trimestre de 2008, a MAN já registra o mesmo volume do pico do mercado interno do ano passado.
Para o executivo, o aquecimento é resultado da combinação das diversas medidas de estímulo, como a redução do IPI e da taxa de juros. A melhor condição de financiamento para o setor, resultado do programa Procaminhoneiro do BNDES, que permite parcelamento do veículo por até seis anos, também estimulou as vendas.
Cortes reconhece que o volume produzido ainda não é totalmente satisfatório por conta da retração do mercado externo, que corresponde a 20% do volume de negócios da MAN mas não espera que este ritmo externo desacelerado se estenda por muito tempo.
No quarto trimestre, a MAN já sentiu uma reativação dos pedidos da Argentina, Chile e México. O mercado interno também promete continuar com bom volume. “A frota nacional de caminhões é antiga, com cerca de 18 anos. Há uma grande necessidade de renovação”, aposta.