
A associação prevê criação de duas empresas, uma para açúcar e etanol, incluindo co-geração, e outra para distribuição e comercialização de combustíveis. Esta segunda empresa corresponde à contrapartida da Shell. Serão ativos de distribuição e comercialização de combustíveis no Brasil, tanto para varejo como para aviação, além de sua participação em empresas de pesquisa e desenvolvimento a partir da biomassa, inclusive de etanol. A empresa resultante terá uma rede de aproximadamente 4,5 mil postos no País, tornado-se o terceiro maior distribuidor de combustíveis no Brasil, conforme o comunicado.
O faturamento inicial da joint venture entre a Cosan e a Shell deverá ser de R$ 40 bilhões, de acordo com o presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto. Segundo ele, 70% do patrimônio líquido da Cosan será colocado na parceria. A gestão das duas novas empresas criadas a partir da associação, uma para açúcar e etanol e outra para distribuição de combustíveis, será compartilhada.
Por enquanto, a participação de Cosan e Shell nas novas empresas está dividida em 50%. “Questões como governança e participação patrimonial serão definidas nos próximos seis meses”, afirmou Ometto.
Rubens Ometto Silveira Mello será o presidente do conselho de administração da empresa resultante da associação. A Cosan transferirá à associação linhas de negócio que totalizam US$ 4,925 bilhões e dívidas líquidas de US$ 2,524 bilhões.
A Cosan deixa de fora da negociação as áreas de fabricação e comercialização de lubrificantes, atividades logísticas (Rumo Logística S.A.), propriedades agrícolas (incluindo suas atividades de prospecção e desenvolvimento fundiário realizadas pela Radar Propriedades Agrícolas S.A.) e marcas de varejo de alimentos, como “Da Barra” e “União”. Também não faz parte da associação o desenvolvimento futuro da atividade de cogeração.