Apesar do volume menor de cotas, o valor correspondente ao crédito contratado no período para o setor subiu 3,4%, passando de R$ 52,1 bilhões para R$ 53,9 bilhões. O segmento de duas rodas puxou o resultado global para baixo ao registrar queda de 10% nas vendas, para 975,6 mil unidades contra as mais de 1 milhão do ano anterior. No de automóveis e comerciais leves, as vendas de novas cotas subiram 9,3% ao somarem 878,5 mil unidades, enquanto pesados cresceram em proporção semelhante, de 9,9%, para 47,6 mil.
Segundo a entidade, que cita dados do Banco Central, a participação dos consórcios em créditos concedidos no País para aquisição de veículos nos onze meses citados de 2015 cresceu 4,9 pontos porcentuais, para 27% ou fatia de R$ 30,9 bilhões do total de R$ 114,7 bilhões, incluindo recursos para financiamentos e leasing.
As contemplações (consorciados que recebem a carta de crédito e têm a oportunidade de comprar o bem) caíram apenas para o setor de pesados que inclui caminhões, ônibus, implementos e tratores, com queda de 6,4%, para 29,2 mil contemplados nos onze meses de 2015. Para a aquisição de veículos leves, 477,5 mil foram contemplados, crescimento de 12,5%, enquanto para motocicletas, o volume de 703 mil ficou estável.
Para 2016, em sua análise que considera as declarações e dados divulgados pelas autoridades governamentais, somadas às indefinições políticas, a Abac ratifica a impossibilidade de uma previsão correta para o ano. Em comunicado, informa que diversas administradoras associadas anunciaram individualmente boas perspectivas, mas reforça que prefere aguardar o fechamento dos dados de dezembro, conjugados a resultados de levantamento até fevereiro, para divulgar as perspectivas para o ano vigente.