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Count down

Meu PDA tem um software com esse nome, com o qual podemos listar quatro tarefas ou projetos mais importantes com sua data e hora de conclusão. A partir de seu registro no PDA ele começa a funcionar, como um cronômetro ao contrário, descontando segundo a segundo o tempo que resta para a sua conclusão.
A primeira das tarefas/projetos listada não me pertence, mas é tão importante para todo nosso setor automotivo que está ali, no primeiro lugar, assumida como minha também – e sua.
No momento em que lhe envio este artigo, a tarefa Política Comum de Autopeças para o Mercosul, estava com escassos 129 dias e 18 horas para ser aprovada pelos governos da Argentina e do Brasil.
A questão que mais vem dificultando, para que venhamos a ter uma política de consenso, é a que diz respeito às alíquotas do imposto de importação aplicadas nas autopeças. No Brasil existe um redutor de 40% sobre as três alíquotas da Tarifa Externa Comum de 18, 16 e 14%, que se aplicam a toda e qualquer peça que montadoras ou sistemistas importem. Em contrapartida, na Argentina, existe uma lista de peças que podem ser importadas com alíquota de 2%. Ambas assimetrias tem que ser eliminadas até à zero hora de 1º de Janeiro de 2007.
No dia 10 de agosto o Conselho do Mercoparts aprovou que o Sindipeças encaminhasse uma proposta à Anfavea para que ambas as entidades constituam um Grupo de Trabalho, com o intuito de levar ao Governo uma sugestão para eliminar a assimetria que paira no nosso lado da mesa de negociação com a Argentina, permitindo que avancemos para um acordo.
Infelizmente, as posições assumidas até o momento pelas partes interessadas, Adefa e Anfavea de um lado, Afac e Sindipeças do outro, tem sido até agora bastante divergentes.
As Autopeças sugerem que se reduzam as alíquotas para o mínimo legal naquilo que não seja fabricado na região, mas que para as demais peças se aplique a TEC cheia. As Montadoras não aceitam essa proposta, alegando elevação dos custos que não poderiam ser repassados ao mercado. Só que o Count Down já está mostrando que só faltam 129 dias, 17 horas e 55 minutos para que se esgote o prazo…
Quem sabe está na hora de fazer as contas e ver se realmente haverá aumento de custo antes de fechar as portas a um entendimento?
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Hugo Ferreira
www.hugoferreira.com.br
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Redação AB

24 ago 2006

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